"Shalom Tel Aviv", disse o ex-beatle Paul McCartney ao abrir seu histórico show em Israel, na noite desta quinta-feira (25), para mais de 50 mil pessoas reunidas no parque Hayarkon.
Após desejar um feliz ano novo aos judeus e um bom Ramadã aos muçulmanos, McCartney cantou "Give peace a chance", de John Lennon, e insistiu: "make peace, make peace" (façam a paz, façam a paz).
Todas as gerações estavam presentes neste primeiro show de MacCartney em Israel, jovens e gente da época dos Beatles.
Imagens dos Beatles foram projetadas sobre o palco, enquanto McCartney interpretava canções como "Let it be", "All my loving", "Lady Madonna", "Drive my car" e "Yesterday".
McCartney, acompanhado por cerca de 30 músicos, insistiu na mensagem de paz e amor em Tel Aviv.
"Cresci ouvindo os Beatles. Tenho a impressão de estar vendo alguém da minha família", disse Yanor May, de 38 anos, que chegou na véspera de Haifa, no norte de Israel, para o show histórico.
Leora Fried, de 58 anos, quase não conseguia segurar as lágrimas: Sonhava com isto há muito tempo. Os terroristas não me amedrontaram".
No início do mês, o extremista muçulmano libanês Omar Bakri Muhammad disse que McCartney "não estaria em segurança" se viajasse a Israel: "Combatentes estão dispostos a sacrificar a vida".
McCartney revelou na quarta-feira à imprensa que veio a Israel "para dizer que precisamos de paz nesta região e de dois Estados (israelense e palestino). Trago uma mensagem de paz e penso que a região precisa disto"
No final de janeiro passado, as autoridades israelenses convidaram formalmente McCartney e outro ex-integrante dos Beatles ainda vivo, Ringo Starr, a se apresentarem em Israel, pedindo desculpas por terem impedido o grupo de Liverpool a cantar no país há mais de 40 anos.