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Um lugar (nem tão novo) e gostoso na cidade

31 dez 1969 às 21:33
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As coisas em jornalismo acontecem assim.

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Você ouve falar de um lugar. Um amigo diz que é bacana. Você guarda a informação em um canto do cérebro.

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Um dia, sem planejar, você passa por lá - fica longe da tua casa - e resolve parar para tomar uma cerveja e conhecer o boteco. Pronto, a gavetinha da memória de jornalista se abriu.


Você entra e gosta de tudo. O ambiente é legal. Comidinha boa. Cerveja gelada no ponto. Atendimento nota dez, garçom profissional. Gente do bairro, clima de lá-em-casa com um quê de aconchego.


Depois de uma hora no local, curtindo tudo como cliente e observador, você se identifica como jornalista e conversa com um dos donos - o cara que fica atrás do balcão. (O outro sócio dá expediente na cozinha). Arquiteto, inteligente, boa gente, bom papo. Cresceu no bairro e vislumbrou ali a possibilidade de um negócio bacana. Foi atrás e conseguiu. Manteve quase tudo do antigo armazém. Objetos, balcões, e principalmente, o clima como um todo.

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A história rende. Pronto. Virou pauta - ou seja, assunto pra matéria, nota na coluna, reportagem.



Assim o Fantinato entrou na coluna Lado B da semana passada, com direito a fotaça do garçom sorridente em primeiro plano, feita pelo Diego Singh.


Na verdade o Fantinato não é novo. Conheci anos atrás, quando era o Armazém Fantinato. Eu fazia, junto com o fotógrafo-e-amigo Gilson Camargo, um levantamento de mercerias e armazéns da cidade que estavam fadados a acabar mais cedo ou mais tarde, por não terem continuidade nas gerações seguintes.



Gilson e eu nos encantamos com o Fantinato, que estava nas mãos do filho do fundador - por sinal, ele já andava meio desanimado. Vendia quase nada, como os demais armazéns que visitamos. Sobrevivia mais de vender doses de cachaça para clientes fieis, antigos, do bairro. Produtos de mercearia, quase nada.


Aliás, poucas mercearias da cidade, daquelas que vsitamos, realmente encontraram uma fórmula para se renovar e manter as portas abertas.


Fantinato, o armazém, era lindo. Casa, arquitetura, móveis, ambiente, o climão de uma Curitiba perdida no tempo, sensação de voltar aos anos 50.



Agora está lá. Fiz fotos das coisas que me interessaram - minha visão. Reencontrei brinquedos da minha infância. Voltaram sensações gostosas de criança de bairro em Curitiba.


Saudades, nostalgia. E também alegria de estar num lugar desses. Antigo porém renovado. Sem teias de aranha. Preservando o que tem de bom. Na minha cidade amada.


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