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Por onde andam as borboletas?

16 jun 2010 às 21:13
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Esses dias estava com uma amiga em um bar e, para variar, começamos a falar sobre homens e amores (Sim, meninos... nós falamos muito sobre vocês. E eu já sei que vocês também falam da gente!).
Como o meu 4º Dia dos Namorados sem namorado estava chegando e a amiga também está solteira, o assunto do momento foi a possibilidade cada vez mais difícil de encontrar alguém.
Chegamos nesse assunto porque éramos as únicas solteiras em um território dominado por casais. É impressionante como os bares mais bacanas ficam entupidos de casais apaixonados esfregando sua felicidade na cara dos pobres solitários (se bem que, quando vejo um casal brigando feio ou com aquela cara de "ai que tédio", penso que eu também causo invejinha neles! O quintal do vizinho é sempre mais verdinho...).
Enfim, chegamos a conclusão que quanto mais velhos ficamos, mais exigentes nos tornamos e, consequentemente, mais complicado fica encontrar quem nos complete.
Porque gente por aí tem de monte, conhecer alguém na balada ou ser apresentada a um amigo de amigo interessante também é possível, aparecer um bonitão no trabalho de vez em quando rola. Mas daí a coisa virar séria...
Com tantos amores mal resolvidos na bagagem nos tornamos piores do que gatos escaldados; ficamos com medo até de umidade!!!
Qualquer sinal de um defeito já conhecido nos aterroriza, nos coloca em estado de alerta e corremos feito loucos da mera possibilidade de sofrer novamente por algo já conhecido.
Isso acontece com homens e mulheres, porque ouço histórias assim de amigos e amigas.
A vida não é justa mesmo. Quando somos jovens (ai! Fiquei parecendo uma velha agora!!!) e não temos muita possibilidade de curtir o amor de verdade porque nos falta dinheiro, lugar, liberdade e até mesmo criatividade, nos apaixonamos em cinco minutos, lutamos contra o mundo pela pessoa que julgamos ser a certa e pensamos que vamos morrer se ela nos deixa.
Sinto falta das minhas paixões de juventude, quando meu amor era completamente cego. Queria agora viver um amor daqueles que fazem a gente sentir borboletas no estômago. Agora que tenho a possibilidade de viajar, dormir junto, transar na sala, receber alguém às 3 da manhã. Coisas que quando se mora com os pais (e se é filha mulher em uma família italiana no começo da década de 90) ficam quase impossíveis.
Será que era exatamente a dificuldade que tornava os amores mais fortes, mais viscerais, mais urgentes e mais intensos?
Agora que somos adultos e temos nossa vida estabilizada, sobra pouco tempo e disposição para se entregar. Estamos sempre com pressa, cansados, com problemas para resolver, com coisas para resolver. Completamente sem ânimo para sofrer e ser feliz por amor.
Será que estamos condenados a viver amores mornos? Ou será a calmaria o segredo do amor duradouro?
Será que as borboletas do estômago sumiram junto com as que ficavam voando por aí (perceberam como é difícil ver uma borboleta hoje em dia?)?
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