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Viciada em paixão

11 jun 2009 às 08:04
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Sempre disse que todo mundo tem seu vício.
Ele pode ser bem reconhecível, como o de cigarro, álcool, drogas...
Agora também tem os vícios mais modernos, tipo de sexo, compras, comida...
Além da dependência de chocolate, sou uma viciada em paixão.
Isso mesmo. Não sei viver sem estar apaixonada, sem sentir borboletas no estômago.
Quem nunca se apaixonou, deveria experimentar.
No começo a gente se assusta. A paixão é algo tão forte que dá medo. Parece que as coisas vão fugir do controle a qualquer momento.
E é exatamente essa a graça!
A gente pode controlar o trabalho, o regime, as contas.
Mas por que controlar o coração?
Se ele é um músculo involuntário, deve ser por algum motivo...
Os melhores beijos são os apaixonados, daqueles que a gente perde o fôlego, que vêm acompanhados de abraços tão apertados que os corpos viram uma coisa só.
Até os pontos ruins da paixão são bons: o medo de perder, a saudade que aparece depois de duas horas de distância. São sinais de vida, de energia.
Quando usada com parcimônia, a paixão se torna uma delícia.
Ela nos faz viver experiências inusitadas, como dançar tango, comer pimenta demais, escrever bilhetes românticos, telefonar para dar boa noite, comprar um presente sem motivo, colocar flores pela casa, mudar a cor do cabelo, caminhar no parque, respirar profundamente, adormecer com um sorriso no rosto e acordar no inverno achando ótimo.
Dizem que as paixões são complicadas porque acabam.
Bom, tudo nessa vida acaba.
Independentemente de para onde caminhe uma paixão, existem vantagens.
Se ela acaba de verdade, ficam as lembranças das danças, bilhetes, telefonemas e suspiros.
Para quem tem sorte, ela vira amor. Daqueles cheios de cartinhas meladas, danças, beijos, abraços, telefonemas e suspiros...
Não abro mão de paixão.
Mesmo que ela mude um dia, seja para um lado ou para outro, ainda acho melhor do que um sentimento que não caminha para lugar algum.
É para mudar que temos cérebro, pernas, braços e ... coração.
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