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Isabel Furini
Isabel Furini
08/11/2019 - 07:59
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Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa já publicaram dois livros a quatro mãos, agora estão organizando o lançamento do terceiro livro, "Namida Taiko”. Decidimos entrevistar os dois escritores para falar um pouco sobre o processo de construção da obra, pois é comum escrever livros técnicos em parceria, mas não é comum dois autores reunir esforços para escrever um romance.



1) Como surgiu a ideia de escrever sobre uma colônia japonesa?
Estávamos em Arapongas divulgando nosso livro "Os Velhacos” e resolvemos passear pela Colônia Esperança localizada a alguns quilômetros dali e que por sinal foi onde o Franccis passou parte de sua infância. A Colônia Esperança é uma colônia japonesa e conforme caminhávamos, Franccis ia me contando a história daquele lugar. Gostei da igreja, do bosque, do chão com terra vermelha, da paisagem e da vista lá de cima. Senti uma energia gostosa ali. É um lugar lindo, calmo e tranquilo. Fomos visitar um amigo que ele não via há muito tempo. A visita foi agradável e a conversa inspiradora. A ideia de escrever sobre o assunto surgiu para deixarmos registrado alguns fatos e costumes e assim não se perderem com o tempo.

2) O livro apresenta alguns elementos baseados na vida real e outros elementos que são imaginários. Poderia falar sobre esse assunto?
O livro "Namida Taiko” tem um fundo histórico, conta um pouco sobre a geada de 1975, onde foi devastada a plantação de café da colônia em uma noite apenas, modificando assim o futuro duma porção da população que ali habitava. Tentamos passar o que era viver num ambiente dentro de uma colônia japonesa. Os elementos de ficção compõem a obra para deixa-la mais suave e bem humorada.

3) Qual foi o principal obstáculo que enfretou escrevendo este livro? Qual foi o capítulo mais difícil?
A parte mais complicada foi encaixar a historia do começo ao final, fazendo com que houvesse concordância no tempo e nas ações, escolhendo bem os nomes utilizados e conseguindo conter os sentimentos.

4) Algumas palavras estão em japonês. Por que vocês, como autores, escolheram não traduzir essas palavras?
Misturamos o português com o japonês propositalmente para manter exatamente como é o costume dali, porém são apenas expressões faladas no dia-a-dia.

5) O título do livro é Namida Taiko, como e por que escolheu esse título?
Taiko é um instrumento japonês de percussão, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do musico para que o som fique harmonioso. No livro ele é transformado num elo entre o casal principal da historia, que consegue se comunicar por telepatia e sentir um ao outro quando escutam suas batidas. Namida quer dizer lágrima.

6) Foi difícil inserir no romance os costumes e tradições das colônias japonesas no Brasil?
Não. Passamos a frequentar eventos da comunidade japonesa Nikkey, o que colaborou bastante para estudo e pesquisa de campo, outra parte veio da memória afetiva do Franccis.

7) Quando e onde será lançado o livro "Namida Taiko”?
Primeiramente o livro será lançado na livraria Curitiba em dezembro de 2019.

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Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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