05/12/20
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Marjorie Ostrowski
Marjorie Ostrowski
16/11/2020 - 17:26
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Oie, conforme combinei vou trazendo novos depoimentos de mães de prematuros. Dessa vez trouxe o depoimento de uma amiga Juliana Roble. Em uma de nossas conversas ela conta como foi sua gestação e a chegada do pequeno Lucca, vem ler mais uma linda história de fé e amor.

Foram quatro anos de espera e tentativas, foram centenas de exames, cirurgia, medicamentos, decepções, infelizmente até inveja, pois tanta gente conseguia e eu não. Minha primeira gestação não deu certo, nosso bebê não resistiu e com poucas semanas de gestação eu o perdi. Fácil? Não, não foi fácil. Depois de 4 anos através de uma FIV consegui novamente engravidar, fácil? Não. Meu beta de repente parou de evoluir como deveria e achei que novamente tinha perdido o bebe, somente no dia em que escutamos pela 1ª vez o coração dele, que tive certeza da gestação, isso depois de muitos exames de sangue realizados.

Mas aí continuaram as dúvidas, será que meu bebê vai conseguir desenvolver bem, será que vai dar tudo certo? E assim foi passando o tempo, cada dia uma novidade, mexidas diferentes, sensações diferentes, como era bom ver minha barriga crescendo, como eu queria passar por aquilo a tanto tempo.. A insegurança passava pela minha cabeça, pelo fato de eu já ter perdido um neném, tive que ter muitos cuidados desde o início da gestação. Após alguns ultrassons com quase 5 meses conseguimos descobrir que esperávamos o nosso menino polaco o Lucca. Neste mesmo período começaram as contrações que com o tempo só aumentaram, limitando cada vez mais minhas atividades.

Com 31 semanas, minha bolsa rompeu e levamos o maior susto, meu neném iria nascer, só que ele era muito pequeno ainda. Bateu um medo e a insegurança. Não tinha ideia do que era um bebê prematuro, muito menos de como ser mãe de um. Mas graças a Deus o senhor estava no controle de tudo e o Lucca apesar de muito pequeno nasceu na melhor condição possível, com uma ótima equipe e com a saúde perfeita para um bebê prematuro.

Imagem cedida Juliana Roble
Imagem cedida Juliana Roble


Esta fase foram 23 dias de uti, onde só podia visitá-lo 3 vezes ao dia, e só fui pega-lo em meu colo após 14 dias internado, era tão duro apenas poder tocá-lo, deixá-lo sozinho, um bebê tão indefeso. A dor da cesária nos primeiros dias foi grande, pois acredito que quando se tem um bebê junto esta dor acaba sendo diluída, mas ele não estava comigo, não tinha com o que me ocupar longe dele. Tirava leite de 3 em 3 horas sozinha no quarto dele ou onde eu estivesse, tudo para que ele pudesse ter um pouco de mim e para que eu pudesse me sentir útil para ele.

Foram dias de angústia, a ansiedade na chegada pela manhã para saber quantos gramas ele havia ganhado ou perdido era gigante, pois este pequeno detalhe que para muitos não é nada, para nós, podia representar um dia a menos na UTI, mas enfim ele chegou ao peso e tempo necessários e trouxemos ele para casa.

E sabe de uma coisa? Também não foi fácil, foi neste momento que a ficha caiu e eu tinha me tornado mãe e tinha um bebê prematuro recém nascido que era meu filho e minha responsabilidade, foi aí que bateu o desespero e mais uma vez eu fraquejei, fiquei insegura, angustiada, com medo de toda esta responsabilidade.

Me senti uma fraca, como eu poderia ter dúvida de algo que lutei tanto para conseguir. Foi então, que com o apoio da minha mãe e do meu marido consegui acabar com este sentimento ruim e valorizar o anjinho que estava em meus braços, pois agora minha vida estava mais especial ainda, pois tinha um filho.Sei que não foi fácil, não é fácil e nem será fácil, mas com a família e com fé em Deus é possível, e cada dia junto dele faz tudo valer a pena.

Imagem cedida Juliana Roble
Imagem cedida Juliana Roble


Você que está passando por esse período de UTI Neonatal, de ter um bebê prematuro, acredite com fé e amor tudo passa.
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Marjorie Ostrowski
Beijos e até a próxima.
COMENTÁRIOS
Andressa Mattos Furtoso
Sou advogada, londrinense,Também fui mãe de 02 prematuras as duas nasceram prematuras devido a pré eclampsia uma das maiores causas de prematuridade e morte de mães, uma doença pouco abordada e com poucos profissionais preparados, esse é o mês da prematuridade e essa doença não pode deixar de ser falada, as mães e futuras mamães nós mulheres no geral precisamos de mais orientação sobre a pré eclampsia que ocasiona a trombofilia, fica minha sugestão e fico a disposição para relatar melhor tudo que vivi
- 18/11/20 01:58:18
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Marjorie Ostrowski
 
Curitibana e apaixonada pelo que faz, estudou nutrição na PUC, esposa e mãe de três lindos filhos. Morando interior do Paraná a mais de 13 anos e constantemente aprendendo e testando novas receitas. Vou compartilhar com vocês algumas experiências de vida e receitas deliciosas, saudáveis e que também são indicadas para alérgicos e intolerantes. Tenho certeza que você também consegue fazer, borá lá.



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