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OAB cobra mudanças e denuncia más condições para presos no 4º Distrito Policial de Londrina

Rafael Machado - Redação Bonde
04 abr 2017 às 21:09

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Reprodução/Polícia Civil
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A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina enviou ofício ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, cobrando providências na estrutura do 4º Distrito Policial, na Avenida Dez de Dezembro, unidade que foi modificada no ano passada para receber presos apenas em situação de flagrante. O documento elenca sete reclamações dos detentos e advogados. Nesta terça-feira (5), o local abrigava 66 pessoas.

A solicitação foi feita após uma inspeção realizada no dia 2 de março. Na ocasião, a comissão da OAB não identificou superlotação, já que 18 homens estavam encarcerados. No entanto, o órgão classificou como "degradantes" as condições da unidade, reiterando que as reclamações são "constantes dos que lá se encontram". A primeira reivindicação, conforme o ofício, é mais iluminação nas celas. Os responsáveis pela OAB observaram "celas escuras, sem qualquer ventilação, assim como um forte cheiro de mofo, além do ambiente ser muito quente e abafado".

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Na hora de dormir, os presos reclamaram que "as camas disponíveis são de ferro e estão enferrujando porque o suor atravessa os colchões - estes também em péssimo estado de conservação -, ficando em contato com a placa de ferro que serve de estrado." Em relação à higiene, os detentos "se coçam o tempo todo. Alguns estão com feridas abertas pelo corpo, o que pode ocasionar contágio nos demais".


Ainda há cobrança no fornecimento de mais medicamentos básicos, como analgésicos e antiácidos, e a alta incidência de dor de ouvida por conta da falta de luminosidade e ventilação nas celas. O documento é assinado pela coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Fabíola Larissa Mattozo, e dos advogados Paula Vicente Rodrigues e Bruno Bueno, também integrantes.

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A reportagem tentou contato com a Vara de Execuções Penais, mas não obteve retorno.


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