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Nova filosofia

Uso da constelação familiar no campo do direito sistêmico causa polêmica

Janaína Ávila e Jéssica Sabbadini - Especial para a Folha
21 jun 2024 às 10:30
- Reprodução/Canva
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Uma nova filosofia para o direito, capaz de chegar onde muitos falharam, resolver conflitos com raízes profundas e até inconscientes, encurtar o tempo dos processos e o desgaste das partes. Um direito mais humanizado, a serviço do bem estar de clientes e prestadores de serviço, na construção – quem sabe – de um estado mais harmônico e menos complicado. 


Parece um sonho? Para o direito sistêmico, isso já é possível e graças a uma ferramenta que parece ter saído de um almanaque de autoajuda: a constelação familiar. A prática, no entanto, é cercada de polêmica.

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Convidado pela Comissão de Mediação e Arbitragem e por aquela de Direito Sistêmico da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Londrina, o juiz de direito Sami Storch, pioneiro na aplicação da Constelação Familiar no Brasil, esteve recentemente na cidade para um workshop de dois dias. 

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Estudioso do assunto há mais de 20 anos, autor de livros sobre o tema traduzido em diversos países e talvez uma das maiores autoridades na aplicação das técnicas de constelação familiar na resolução de conflitos no Direito, Storch afirma que a aplicação das técnicas encontram espaço onde "os métodos tradicionais e solidificados não conseguem mais resultados" e corroboram uma ideia comum de que o profissional do direito é aquele que vem para provocar ainda mais litígios, arrancar dinheiro do cliente e arrastar processos por anos a fio, sem que a coisa possa ter alguma possibilidade de ser resolvida sem sofrimento. 

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“O direito é uma ciência de relacionamentos, que se dedica a regulamentar a convivência entre as pessoas, para que tenham harmonia. Serve para resolver conflitos, encontrando formas de as pessoas se relacionarem na sociedade dentro de uma organização que evite choques, danos e que permitam uma vida melhor. Isso é o direito”, afirma. 


“Constelação familiar não é um trabalho místico. É uma ciência de relacionamentos e também estuda por que as pessoas se envolvem em situações difíceis de relacionamento, repetindo padrões familiares, agindo de forma inconsciente, em situações de violência tanto como vítima como perpetrador”, diz. 

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Método, terapia, pseudociência, abordagem terapêutica, uma filosofia... A Constelação Familiar tem um pai, o psicoterapeuta alemão Bert Hellinger (1925-2019) e foge das formas convencionais de psicoterapias cognitivas, comportamentais ou psicodinâmicas, reunindo em sua base diversas teorias científicas e comportamentais. 


Desde 2018, é uma prática reconhecida pelo Ministério da Saúde no SUS (Sistema Único de Saúde), como parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e também vem sendo utilizada como apoio para conciliação de processos judiciais, principalmente nas Varas de Família, mas com um potencial para ser aplicada em outras Varas, como trabalhista e penal.


Leia a reportagem completa na FOLHA DE LONDRINA:


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O uso da constelação familiar no campo do direito sistêmico
CRP-PR considera prática como inadequada, haja vista o potencial de trazer ainda mais sofrimento para vítimas de violência
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