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Sobre primeiros dias

Mineiros fazem pacto de silêncio sobre confinamento

BBC Brasil
17 out 2010 às 16:28

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Os 33 mineiros que ficaram presos mais de dois meses em uma mina no Chile fizeram um pacto de silêncio sobre o período logo após o acidente que os deixou soterrados. Durante 17 dias (entre 5 e 22 de agosto), eles ficaram incomunicáveis e não se sabia se estavam vivos.

Na primeira entrevista coletiva dos mineiros desde que foram resgatados, o porta-voz do grupo, Juan Illanes, disse que a experiência desses dias será guardada como "segredo de Estado", de acordo com o jornal chileno La Tercera.

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O objetivo, segundo o Illanes, é "preservar a imagem dos mineiros" e também escrever um livro a partir dessa experiência.


Os mineiros contaram que durante esses 17 dias eles tiveram de racionar água e comida para sobreviver a 700 metros abaixo da terra. Em alguns dias eles se alimentavam apenas de uma colher de atum e meio copo de leite.


Em entrevista ao jornal chileno Mercúrio, o mineiro Yonni Barrios acrescentou que o pacto também foi motivado pelas investigações que estão em curso sobre esses primeiros dias.


"Apenas nós sabemos o que aconteceu lá e o porquê de tudo. Quando a investigação for concluída, podemos comentar sobre o que ocorreu", afirmou.


Tempo de adaptação


Acompanhado de outros seis colegas, Illanes também pediu aos jornalistas "que respeitem a privacidade" dos trabalhadores e que lhes dê tempo e espaço para se adaptarem à nova realidade.


Ele afirmou que o pedido dizia respeito principalmente a Barrios, cuja história do triângulo amoroso em que vivia veio à tona enquanto ainda estava preso na mina de San José.


Illanes disse que ficou surpreso com a grande repercussão que o caso ganhou na mídia mundial,


O mineiro revelou ainda que o grupo está muito interessado em "consolidar coisas", indicando a possibilidade de se criar uma fundação que forneça capacitação profissional em diversas áreas.

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Também participaram da entrevista em Copiapó os mineiros Claudio Yáñez, Juan Carlos Aguilera, Daniel Herrera, Alex Vega, Darío Segovia e Luis Urzúa.


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