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Força-tarefa

Paraná vai mandar novos bombeiros com cães de busca e resgate para o RS

Redação Bonde com AEN
17 mai 2024 às 16:19
- CBMPR
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A terceira equipe da força-tarefa que está sendo enviada pelo CBMPR (Corpo de Bombeiros Militar do Paraná) em apoio ao Rio Grande do Sul, conta agora com a presença de cães de busca e resgate. O novo grupo, que vai substituir o efetivo que está em ação desde a semana passada, vai se deslocar em duas etapas. 


Composta por 20 bombeiros militares, a primeira parte já seguiu nesta sexta-feira (17), por terra, rumo ao estado vizinho. A segunda, integrada por três bombeiros e dois cães, será transportada por um avião da Casa Militar no próximo domingo. A equipe que atualmente trabalha no território gaúcho retorna ao Paraná assim que esse novo contingente chegar lá.

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Os binômios, como são chamadas as duplas compostas pelo cão e pelo bombeiro militar que o conduz, vão atuar na região serrana gaúcha. “Estamos enviando dois binômios para Bento Gonçalves, a pedido do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, para ajudar na busca por pessoas desaparecidas em áreas deslizadas”, relatou o major Ícaro Gabriel Greinert, comandante do GOST (Grupo de Operações de Socorro Tático).

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Essa missão específica ficará a cargo do sargento Lucas Zemuner Berzotti, do 3º Grupamento de Bombeiros, de Londrina, e do cabo Rodrigo de Oliveira Santos, do GOST, ao lado, respectivamente, dos cães Eva e Skull. Ambos participaram, com sucesso, da 1ª Certificação Nacional de Cães de Busca e Resgate, em Cianorte, no início do mês.

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“Enfrentaremos um cenário muito triste e difícil. Estive no ano passado no Vale do Taquari, mas trabalhei com outro cão. Com a certificação que fizemos recentemente em Cianorte, habilitamos a Eva também, que é um cachorro mais jovem, com muito mais vitalidade; acredito que está no auge e vai ser muito importante nesse trabalho”, relatou Berzotti.


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Bombeiros do 5º GB (Grupamento de Bombeiros), de Maringá, encontraram, nesta quinta-feira (16), os corpos de duas vítimas das enchentes em Canoas, no Rio Grande do Sul.


“O trabalho dos cães é muito difícil. Ele está procurando uma pessoa que ele nunca viu, num lugar onde ele nunca esteve. É uma complexidade muito grande, mas é por isso que treinamos muito esses cães, que eles passam por tantas provas”, complementou o bombeiro de Londrina.

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“São cães extremamente preparados para essa finalidade, eles varrem as áreas em busca do odor, no caso de corpos. Quando eles encontram, identificam os pontos por meio de latidos e a equipe da força-tarefa vai fazer as escavações, retirar os escombros para resgatar essas vítimas”, concluiu, explicando como funciona a parceria com os animais.


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FORÇA-TAREFA


A maior parte da equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná ainda deve seguir atuando na cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A atividade, no entanto, vem mudando de acordo com a alteração do cenário na região, especialmente com a redução no nível dos rios. O cenário de salvamento de pessoas em perigo deu lugar ao de ajuda humanitária. O próximo passo é a localização dos desaparecidos.

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“A gente teve uma primeira fase de operações em que a força-tarefa foi a primeira força pública a chegar em vários locais do Rio Grande do Sul. Naquele momento, fizemos muitos salvamentos. Passou-se então para a segunda fase, com a intensificação de ajuda humanitária, para buscar quem em um primeiro momento não quis sair de casa, para buscar animais domésticos, e para levar água e alimentos a áreas isoladas”, contou o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.


“Vamos passar para uma nova fase logo, em que os nossos binômios vão passar a ser empregados, que é de buscas, infelizmente, de possíveis vítimas fatais das cheias”, acrescentou o coronel. “As fases vão avançando e o nosso pessoal tem capacitação e vai se encaixando em todas elas. O povo gaúcho pode ter essa certeza de que o estado do Paraná está enviando, por meio do CBMPR, o melhor que ele tem para o atendimento dos nossos irmãos”.


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