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Quebra de safra

Norte do Paraná foi a região mais atingida pela estiagem

José Marcos Lopes e Douglas Kuspiosz - Especial para a Folha
16 mar 2024 às 09:34
- Gustavo Carneiro/Grupo Folha
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A região Norte do Paraná foi a mais atingida pela estiagem dos últimos meses, que levou a quebras nas safras de três das principais culturas do estado: soja, milho e feijão. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Paraná, a estimativa é de uma quebra de 16,4% na safra da soja, de 23% na do feijão e de 12,6% na safrinha do milho. Produtores de soja do Norte do estado, no entanto, relatam perdas de até 80% na safra 2023-2024.


O relatório mensal do Deral indicou uma perda de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas na safra de verão, com um prejuízo de cerca de R$ 5,6 bilhões em três das principais culturas do estado. A estimativa inicial era de uma produção total de 25,5 milhões de toneladas, expectativa que foi rebaixada para 22,1 milhões. A projeção para a soja era de 22,3 milhões de toneladas, mas atualmente está prevista a colheita de 18,2 milhões de toneladas. O órgão estima que serão colhidos 2,5 milhões de toneladas de milho e 167 mil toneladas de feijão em todo o estado.

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De acordo com a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), a semeadura começou com um bom volume de chuvas, mas terminou com pouca precipitação no Norte do estado. É o que relata o produtor de soja Ederval Vinícius, de Primeiro de Maio. “Além do calor, houve muita ‘chuva verde’, que não é boa para a agricultura, com 7mm ou 8mm. Não deu uma chuva boa em 75 dias.”

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Segundo ele, a quebra foi de aproximadamente 80% na região. “No ano passado, a média foi de 160 sacas por alqueire. Neste ano, estamos conseguindo somente 30. Teve comprador que rodou dias inteiros e não conseguiu encher o caminhão”, afirma.


Há 40 anos na região, o produtor Roberto Carlos Lopes disse nunca ter visto uma situação como essa. “Até outubro choveu um pouco, mas depois de novembro não choveu de jeito nenhum na região. Em 40 anos, foi o único ano em que isso aconteceu, nem os agricultores mais velhos lembram de um ano tão ruim”. Lopes previa colher 150 sacas por alqueire e vem colhendo de 20 a 30. “Quem tem seguro consegue recuperar um pouco, mas ainda fica com prejuízo”.


CONTINUE LENDO NA FOLHA DE LONDRINA.


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