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Alega vingança

Caseiro confessa que matou e queimou casal de namorados

Agência Estado
03 jan 2014 às 18:07

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A polícia prendeu o caseiro da fazenda onde morava um casal de namorados encontrado morto no final de semana, em Parapuã, a 661 quilômetros da capital paulista. Daniel Moliza Pozzetti, de 25 anos, e Larissa Rossi Auresco, de 21, foram encontrados carbonizados, na madrugada de sábado, 28. Os corpos estavam perto da VW Saveiro de Pozzetti, numa estrada vicinal de Parapuã, no lixão da cidade.

Na quarta-feira, 1, após a Justiça conceder mandado de prisão temporária, a polícia prendeu o caseiro José Barbosa da Silva Filho, de 48 anos, que trabalhava no sítio e confessou o homicídio. Ele apontou o lavrador José Luiz Francisco de Almeida, 30 anos, que prestava serviços na fazenda e também já tinha sido caseiro da propriedade, como seu comparsa no crime. Os dois foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto qualificado.

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Em depoimento, o caseiro disse que o crime foi motivado por vingança, após uma discussão ocorrida na semana do Natal, quando Pozzetti o teria maltratado. No entanto, a polícia ainda investiga o que realmente motivou o crime. Nesta sexta-feira, o delegado Flávio Delgado, que investiga o caso, ainda ouvia depoimentos de testemunhas para esclarecer pontos considerados obscuros do caso.

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O que se sabe é que os namorados foram mortos, a pedradas, na madrugada de sábado a cerca de 100 metros da sede da fazenda São Marcos, onde moravam, a menos de dois quilômetros da zona urbana de Parapuã. O crime foi tramado na noite de sexta-feira, 27, por Silva Filho e Almeida, quando bebiam num bar da cidade. Os dois foram à fazenda e um deles foi até a sede chamar Pozzetti com a desculpa de ajudar na busca de uma vaca que teria fugido. Ao se afastar da sede, Pozzetti foi atingido por uma grande pedra desferida por um dos acusados, que estava escondido. A dupla voltou para chamar Larissa para ajudar o namorado e a moça também foi morta.


A polícia suspeita que Larissa chegou a desconfiar da situação e a entrar em luta corporal com os criminosos porque foram encontrados fios de cabelo no local do crime. Depois de matar a moça com a mesma pedra, a dupla foi à sede, de onde roubaram pertences como notebook e tablets e usaram a Saveiro de Pozzetti para levar os corpos. Mas por falta de combustível, eles pararam no lixão da cidade, onde retiraram os corpos do carro e atearam fogo. Os dois só foram descobertos porque um deles deixou cair o boné e uma carteira de cigarros e a polícia conseguiu localizar o notebook e os tablets roubados.

O casal de namorados foi enterrado em Adamantina, cidade próxima, onde moram suas famílias. O irmão de Larissa, Fernando Auresco, diz que os familiares das vítimas esperam por justiça, especialmente os pais de Pozzetti, que era filho único.


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