Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Inteligência

Começa a coleta de DNA de criminosos condenados

Rubens Chueire Jr. - Folha de Londrina
16 set 2014 às 15:13

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

Uma equipe formada por cinco peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) começou nesta semana a coleta de material genético de presos condenados por crimes hediondos no Paraná (homicídios dolosos, estupros, pedofilia, entre outros). Esta é a parte prática e efetiva implantação do Banco de Dados de Perfis Genéticos de Presos Condenados, que foi anunciado há dois anos pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).
Neste período, conforme o órgão, foram investidos R$ 5 milhões na aquisição de equipamentos, contratação de pessoal, compra de insumos e treinamento para coleta. Além disso, neste período foi debatida a estruturação do laboratório com outras pastas do executivo (Secretarias da Justiça e da Saúde), Polícias Civil e Científica, e com outras entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e Ministério Público.

Cadastre-se em nossa newsletter

A lei n.º 12.654/2012, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, prevê a implantação do banco de dados de DNA criminal no Brasil, e tornou obrigatória a coleta do material genético de condenados por crimes hediondos. O Instituto Nacional de Criminalística de Brasília abriga o banco nacional, que é alimentado por dados de laboratórios de 17 estados, entre eles o Paraná. Outros três estados também estão em processo de implantação da estrutura. O Paraná será o primeiro estado a realizar as coletas e abastecer o banco com informações de criminosos já condenados. Todo o material colhido será encaminhado para o Laboratório de DNA do IC e, posteriormente, incluído no banco nacional.
O trabalho teve início na segunda-feira (15) e os peritos coletaram o DNA da mucosa bucal de presos que estão nas carceragens de delegacias de municípios da região dos Campos Gerais. Com um algodão pequeno os peritos retiram o material e o levam até o laboratório, onde é feito o mapeamento genético. As primeiras cidades a receber a equipe de peritos foram Palmeira, Teixeira Soares e Imbituva. Posteriormente, conforme Hemerson Bertassoni Alves, diretor do IC, os peritos devem se encaminhar para as cidades da região Norte, entre elas, Londrina e Maringá.
Ao todo, aproximadamente 4 mil presos condenados que ainda estão nas carceragens de delegacias terão seu material coletado neste primeiro momento. Depois, os peritos vão coletar o material genético dos apenados do sistema prisional. A expectativa é de que em dois anos seja coletada e mapeada a maior parte do DNA de criminosos condenados. ''É um método simples, não invasivo. Além disso, é um avanço significante para a investigação policial. É um procedimento essencial para se avançar em casos complexos e antigos'', ressaltou. De acordo com Marcelo Malaghini perito e chefe do Laboratório de DNA do IC, a coleta do material genético dos presos condenados amplia a possibilidade de investigações terem resultados positivos. ''A análise e inserção de perfis genéticos já é realizada há quase três anos no Paraná. Agora, de uma maneira sistematizada está sendo feita a coleta de material dos detentos condenados'', destacou. Segundo ele, nos Estados Unidos, por exemplo, existem aproximadamente nove milhões de amostras no banco de DNA.
No Brasil, até o momento, são cerca de duas mil amostras. ''É um trabalho árduo mas que é fundamental, principalmente para podermos cruzar informações sobre presos condenados de todo o País. Esta coleta feita no Paraná é pioneira, mas esperamos que outros estados consigam aplicar esta logística até o próximo ano para que o banco nacional possa ter uma gama maior de perfis genéticos'', completou.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas