Polícia

Delegado deixa investigação de crimes supostamente cometidos por PMs em Londrina

20 jul 2016 às 10:58

O delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos, da Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), deixou o comando das investigações de três crimes ocorridos em Londrina, nos quais há suspeita de participação de policiais militares.

Santos estava na cidade desde fevereiro, quando a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) deflagrou uma força-tarefa para investigar a chacina do dia 30 de janeiro, madrugada em que 11 pessoas foram mortas após o assassinato do PM Cristiano Bottino. Por causa do chamamento nacional, ele foi dispensado da chefia dos inquéritos e viajou ao Rio de Janeiro a fim de reforçar a segurança da Olimpíada.


O delegado apurava as circunstâncias de pelo menos três homicídios, segundo informa o Diário Oficial do Estado. O primeiro é do adolescente João Carlos Felipe da Silva Sarge, de 16 anos. Ele foi morto a tiros no dia 26 de janeiro, por volta das 2h, na rua Santo Tomioso, no Parigot de Souza. Também conhecido como "Baiano", a vítima era usuária e traficante de drogas.


A segunda frente apura a morte de Alifer Francisco Silva, 22 anos. Ele foi alvejado por cinco tiros em frente a sua casa, no Conjunto Semíramis, na rua Maria Sinopoli Francovig, também no dia 26. O nome da vítima do terceiro crime não foi informado pela Sesp. No dia anterior a esses assassinatos, o PM Reginaldo Alves de Oliveira foi atacado a tiros enquanto saía de uma farmácia na avenida Saul Elkind.


Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que os delegados Ricardo Casanova e Paulo Henrique Costa, ambos da Delegacia de Homicídios, assumem os inquéritos a partir de agora. Foram requeridas as renovações dos prazos para conclusão dos mesmos por mais 30 dias. O adiamento pode ser feito quantas vezes for necessário.


Ao final dos Jogos, o delegado Cristiano retornará para as funções na TIGRE, em Curitiba. Apenas para o setor de inteligência, 80 agentes das polícias Civil, Militar e do Departamento de Inteligência do Paraná (Diep) foram cedidos para a realização do evento.


Milícia


A Polícia Civil suspeita que PMs integrem um grupo de extermínio em Londrina, que teria agido, principalmente, na madrugada do dia 30 de janeiro. Em maio, uma megaoperação prendeu oito policiais militares e um publicitário, suspeitos de envolvimento na onda de assassinatos. As investigações apontam cenas forjadas, ocultação de provas, armas plantadas e outras fraudes.


No dia 12 de julho, a Justiça decretou a prisão preventiva de quatro policiais militares e novamente o publicitário acusados de participar de um homicídio qualificado de um homem no mês de março. Depois de executá-lo, eles teriam plantado a arma no local, alegando um suposto confronto.


Continue lendo