Cerca de cem pessoas participaram no Calçadão de Londrina de manifestação popular pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na tarde deste sábado (23). O protesto, organizado pela ação antifascista e movimentos autônomos de Londrina, considera que a situação do Brasil está insustentável ante a política do governo no combate à pandemia do novo coronavirus e à situação financeira dos trabalhadores.
Com cartazes e palavras de ordem, a pauta dos manifestantes também trazia um viés progressista, defendendo o respeito aos direitos civis das minorias e contra a repressão das forças de segurança.
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"Temos um governo genocida que, com sua estratégia de ‘imunidade de rebanho’, entre muitas aspas, tentou fazer com que o vírus se propagasse com maior velocidade possível pelo Brasil, provocando mais de 200 mil mortes, que ainda são subnotificadas”, justifica um dos manifestantes, que não forneceu o nome. "E a situação da nossa classe, dos trabalhadores, está muito difícil. O salário mínimo não dá para o mês, nas compras no mercado, a gente vê que a inflação está galopante, acabou o auxílio emergencial. Vivemos o ápice da crise e precisamos sair para a rua agora, mesmo diante do risco que estamos correndo na pandemia, porque é urgente”, justificou.
O manifestante admite que, em um eventual impeachment de Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) deve manter uma linha semelhante ao do atual presidente. "Mas, pelo menos, ele [Mourão] sabe conversar”, disse.
Ele também ressaltou que há movimentações entre partidos mais à direita no espectro político pelo impedimento do presidente, algo pretendido, até então, por partidos e pessoas vistas como progressistas ou de esquerda.
Esta foi a segunda manifestação pedido a saída de Bolsonaro no mesmo dia em Londrina. Pela manhã, uma carreata organizada pela Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio da Central Única dos Trabalhadores, percorreu ruas e avenidas com faixas, bandeiras e cartazes pelo afastamento do presidente e pedindo vacinação contra a Covid-19 para toda a população.
Os manifestantes da tarde afirmam que convocaram o protesto antes e não foram procurados pelos responsáveis pela carreata.