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As receitas do litoral fazem a delícia dos turistas - Everson Bressan/AEN
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Pratos paranaenses

Produtos de cozinha comunitária fazem sucesso no litoral

Redação - Bonde
17 jan 2007 às 20:45
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A cozinha comunitária instalada na Feira de Serviços, que funciona desde 3 de janeiro, na Praia Central de Guaratuba, vem atraindo a atenção de visitantes. Nesse estande, os alimentos são feitos com peixes e frutos do mar por mulheres de pescadores. "O objetivo é realmente auxiliar na renda da classe pesqueira", destacou o coordenador da cozinha comunitária do bairro Caieiras, Fabiano Cecílio da Silva.

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A Feira de Serviços é organizada pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade e faz parte da Operação Viva o Verão. De acordo com a coordenadora da feira Clecy Amadori, a idéia inicial era atender o turista e contribuir para o crescimento da comunidade, fazendo com que ela divulgue seus produtos. "Nessas duas semanas de evento percebemos que feira está sendo importante principalmente na vida da classe pesqueira", comentou. Segundo ela, os pescadores começam a ver seus produtos industrializados e o interesse do turista por eles.

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A cozinha comunitária de Caieiras foi criada há cerca de um ano, através do Programa Produzir, do Ministério da Integração Nacional, e é baseada na valorização do arranjo produtivo local. O objetivo principal do programa, no caso exclusivo da pesca é aumentar a renda das famílias de pescadores ao beneficiar o produto que antes era vendido in natura.


De acordo com o coordenador, a matéria-prima é comprada do pescador e transformada em pratos prontos como lasanha, empadões, ostras gratinadas, croquetes de camarão. Fabiano acrescentou que as esposas de pescadores que fazem parte da cozinha comunitária receberam treinamento específico. Elas foram orientadas quanto à manipulação dos alimentos, maneira correta de limpar peixes e camarões, congelamento e preparo das massas e noções rígidas de higiene.


"O Programa Produzir treinou e capacitou 25 mulheres, mas a dificuldade em como gerir o negócio e levar os produtos ao mercado, levou algumas mulheres a abandonar a cozinha comunitária. Hoje, apenas dez delas fazem parte do grupo. Constatamos que elas não tinham noção alguma fluxo de caixa e nem da necessidade de se reunirem periodicamente para discutir as questões relativas à suas atividades na cozinha", completou.

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Fabiano afirmou que a Feira de Serviços foi a melhor coisa que poderia acontecer a eles para a divulgação dos produtos da cozinha comunitária. "Não estávamos muito focados no retorno financeiro, a idéia era a de fixar a nossa marca, para que nossos produtos sobrevivam depois da temporada. A procura está tão grande, na feira, que as mulheres não vencem fazer as massas manualmente e pela falta de um cilindro industrial elétrico, está sendo preciso comprar a massa pré-cozida para atender a demanda", concluiu.

A maior surpresa de Fabiano e das mulheres foi o rendimento. Em duas semanas, os ganhos ultrapassaram R$ 4 mil. O dinheiro que ganharem até o final do evento será utilizado como capital de giro e para comprar o cilindro elétrico industrial, que vai auxiliar no preparo das massas.


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