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"A Esperança É a Última Que Morre" não é bem uma comédia romântica

09 set 2015 às 10:07

Dani Calabresa confessa que seu sonho nada secreto sempre foi fazer comédia romântica, no estilo de Sandra Bullock, Rene Zellweger ou Jennifer Aniston. A Esperança É a Última Que Morre não é bem uma comédia romântica, "mas tem momentinhos românticos com o personagem do Danton (Mello) e eu realizei um sonho interpretando a Hortência", conta Dani. O filme de Calvito Leal estreou na quinta-feira, 3. O feriado ajudou e fez 53 mil espectadores no primeiro fim de semana - quase o dobro do festejado Que Horas Ela Volta?, com Regina Casé, que, com toda a mídia favorável, faturou só 28 mil espectadores.

"Lembro que vibrei quando o Calvito me ligou em 2010, contando sua ideia de filme de comédia sobre uma menina sonhadora, certinha, apaixonada pela profissão, mas que escolhe embarcar numa mentira para realizar o sonho de ser âncora do telejornal. E ele me disse que tinha pensando em mim e na Katiuscia Canoro para a personagem da Vanessa (rival da Hortência). Nossa, ela é muito engraçada e somos muito amigas. Morríamos de rir fazendo as inimigas. Calvito teve muita paciência com a gente. Rodrigo Santanna, Danton e eu criamos uma amizade muito divertida na vida. Acho que isso tudo se reflete na tela."


Considerando-se que Dani tem bastante experiência de humor, e de TV, uma pergunta não quer calar - a personagem é ficcional ou ela teve seus modelos para o papel? "Me acho parecida com a Hortência. Sempre fui muito tímida. Era goiaba na escola, morria de vergonha de chegar atrasada. Não era vaidosa, mas era boa aluna na aula de teatro e me dedicava. Me identifico muito com ela." Dani começou na TV no Sem Controle. Fez o Pânico, MTV, CQC, o Zorra!. São vários estilos de humor. Nessa diversidade toda, existe um estilo Dani Calabresa? "Gosto de fazer piada com tudo, mas principalmente comigo. Tenho prazer em contar para os amigos sobre o fora que eu dei ou o tombo que levei. Gosto de me zoar e acho que o público se identifica comigo."


Muito do trabalho de Dani, na TV e até no cinema, se baseia na improvisação. Houve espaço para isso no Esperança...? "Tô envolvida com esse roteiro desde 2011. Então, dei sugestões ao Calvito. Pedi que o cabelo da personagem fosse cacheado, porque vi uma personagem naquela série Twin Peaks do David Linch, e achei que seria ótimo esse cabelo para a Hortência. O Calvito me deu liberdade para sugerir e até colocar cacos na hora da filmagem, mas esse último tratamento do roteiro já estava muito caprichado, então nem precisou de muito improviso."


Os críticos batem nos blockbusters de humor, que têm dominado as bilheterias do cinema brasileiro (com exceções, claro). Dizem que são machistas, vulgares. E existem as mulheres que fazem sucesso - Ingrid, Ingrid, Ingrid. Como Dani vê esse boom do humor? "Amo a Ingrid (Guimarães). Me identifico demais com suas personagens e tenho certeza de que ela assiste às mesmas comédias que amo, como Sex and The City. Acho que estamos vivendo um momento maravilhoso da comédia nacional. Em 2008, sonhava em fazer cinema e estou fazendo. Não dá para agradar a todo mundo nem me preocupo com isso. Há vários estilos de comédia, vários enredos e tons diferentes. Tem filmes que não gargalho o tempo todo, mas me encanto com a história e tem outros que dou risada o tempo todo e saio feliz do cinema."


E o predomínio masculino no ramo? "Acho que o homem tem permissão social para falar palavrão, arrotar e a mulher tem uma cobrança bizarra de ser uma lady. A mulher que fala palavrão é chamada de louca, né? Por isso, algumas atrizes, por vaidade, não consideram fazer comédia. Mas hoje em dia tem tantas fazendo stand up, improviso, fico feliz." Alguém na internet já chamou Dani de Rossy de Palma brasileira. Ela não se incomoda? Afinal, Rossy não prima exatamente pela beleza... "Nossa, que máximo! Nunca ouvi essa comparação, mas fiquei feliz! Ela é a musa do Almodóvar! Acho os filmes dele sempre tão surpreendentes, com personagens femininas fortes, sempre tem uma bem louca né? Adoro!"


Assista ao trailer:


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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