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Inteligência administrativa

26 out 2012 às 17:22
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Os humanos evoluem. A natureza nos moldou de forma a sermos adaptáveis e criativos. Esse processo de mudança constante se reflete da gestão administrativa, afinal são as pessoas quem determinam o funcionamento e o relacionamento dos diversos sistemas que compõe a empresa. A administração na grande maioria dos casos se mostra como um reflexo do estilo de cada gestor. Tão única e exclusiva quanto aquele que lhe serve de modelo.

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Os sistemas de apoio a decisão, sistemas integrados de gestão, ferramentas de BI (Business Intelligence), ferramentas para desenvolvimento de projetos assistidos consistem num arsenal poderoso no dia-a-dia do administrador, que trava batalhas constantes com o desafio "redução de custo versus aumento de receita". Mas são as pessoas o grande diferencial das empresas. São elas, que a sua maneira, também fazem com que as corporações tenham sua marca, nos diversos sistemas que compõe a empresa e a fazem funcionar.

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Se todas as pessoas que dela fazem parte, de uma forma ou outra tem influência na corporação, nada mais lógico do que aprender a reconhecer, utilizar e valorizar essa participação. Essa interpretação não é fácil. O entendimento de que todos tem alguma contribuição é algo que está muito distante da maneira de pensar da maioria dos gestores, que simplesmente renegam o conhecimento dos indivíduos, mantendo-os apenas em "execução" de tarefas, uma única atividade, um objetivo bastante definido e sem avaliar as considerações de cada indivíduo sobre o sistema no qual ele está inserido e que na maioria das vezes o conhece até melhor que aqueles que estão em cargos hierárquicos superiores naquele momento.


É preciso atuar nessa situação de maneira séria e permanente, o processo deve ser baseado na valorização do conhecimento em todos os seus momentos. Se observarmos uma criança, ansiosa por saber tudo sobre todas as coisas, é absolutamente bizarro que em algum momento, desenhemos um caminho pelo qual ela deverá percorrer por toda sua vida, matamos a criatividade de várias maneiras. A escola faz isso, a correria, o stress, a preocupação doentia com dinheiro e título acadêmico. Nessa linha, as empresas costumam fazer a mesma coisa com seus funcionários, reduzindo-os a executores de tarefas (as vezes sequer entendidas) e simplesmente ignorando o conhecimento que existe em cada um e arraigando ainda mais a corrida por valores que são importantes sim, mas deveriam ser consequência e não razão.


Desde o momento do recrutamento, que está cada vez mais difícil e em alguns casos impossível, o caminho a ser trilhado pelo funcionário – que inventaram um dia chamar de colaborador, mesmo que não colabore com nada efetivamente, não seja valorizado e em seu primeiro dia de trabalho, receba como leitura sugerida a obra VIGIAR E PUNIR, Michel Foucault. A hipocrisia é um dos primeiros sinais de ignorância – durante toda sua vida corporativa. O Plano de Carreira é uma cartilha, um manual de como tudo será.

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As pessoas são naturalmente curiosas, criativas e precisam de estímulos que façam o cérebro funcionar adequadamente e mantenham o ciclo natural de evolução em constante andamento. Cercear o conhecimento é muito negativo do ponto de vista da corporação. Muitas vezes, vemos empresas investir fortunas em consultorias para resolverem problemas que a empresa já sabia como resolver, mas sabia na forma daqueles funcionários cujo conhecimento não foi valorizado.


Esse cenário é tão comum porque os gestores tem medo de perder seu posto, são ignorantes demais para uma gestão moderna, não confiam, não gostam daquele funcionário ou simplesmente não sabem como aproveitar esse potencial latente e desperdiçado nas companhias o tempo todo. Cada cenário de solução possui um milhão de variáveis implícitas e que precisavam ocorrer exatamente daquela maneira para que eu possa relatar o processo que o executa adequadamente. Imaginar que pessoas são exatamente iguais em todos os dias e todos os momentos é muita ingenuidade.


Cada variável que se altera, exige uma ação totalmente reformulada e revista, cada situação criada sai completamente do controle, até que façamos uma nova avaliação e desenhemos um novo processo, um novo manual de como será a execução, e sucessivamente para cada variável que for alterada o suficiente para interferir no sistema.


Se a empresa é o reflexo de seus gestores, a empresa precisa ser mais inteligente, talvez justamente os gestores precisem olhar para os cenários e seus funcionários de uma maneira mais adequada.

Pense!


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