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O modelo ideal de Sistemas de Informação

29 fev 2012 às 15:53
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Em alguns momentos, comentei que estávamos vivendo o início da era do conhecimento, que complementa a era da informação com a aplicação de entendimento, de "feeling" administrativo sobre o gigantesco conjunto de dados que temos à disposição.

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Contudo, observo que a maturidade (ou compreensão) das empresas em relação à era da informação ainda não foi plenamente compreendida, vemos um conjunto de inúmeros softwares realizando tarefas específicas e a integração acontece apenas através do processamento dos dados recebidos de outras pontas, apenas é dado um caminho de processamento e muitas vezes, não existe um processo de "conciliação" ou "aferição" dos dados que são inseridos nos sistemas. Isso trás um desafio quase intransponível, pois aplicar conhecimento em dados que não sejam totalmente confiáveis é muito mais nocivo à corporação.

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Sob muitos aspectos, as empresas funcionam de forma muito parecida, afinal, todos estudamos os mesmos autores, lemos as mesmas obras e estamos diante do mesmo universo de informação sócio-econômica-administrativa, sendo natural que na maioria dos processos, tenhamos um consenso do que deve ou deveria ser a estrutura funcional corporativa.


É natural que as soluções sejam estão compreendidas como "versáteis" e com poucas adaptações podem ser aplicadas a qualquer corporação que se interesse na implantação de ferramentas tecnológicas em seus sistemas de informação. Acontece que na realidade isso não é tão simples. Em muitos casos, a empresa precisa de sistemas especialistas para executar determinadas atividades da empresa, normalmente ligadas à produção, e que têm seu próprio fluxo de dados, que serve de início (ou fim) de outros sistemas e controles. Essa integração precisa ser tratada com muito critério, seriedade, assegurando a qualidade da informação que transita pelos diversos sistemas de informação da empresa.


Dificilmente uma única ferramenta é suficiente para suprir a gestão das informações de todos os sistemas da empresa. Em tecnologia, quase sempre a miscelânea de possibilidades, a heterodoxia do cenário é uma alternativa melhor, pois podemos encaixar as melhores opções em cada uma das necessidades corporativas, e podemos então nos dedicar a criar os mecanismos de conferência e aferição necessários para que os dados possuam a qualidade desejada pelos sistemas de informação.

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Sistemas únicos, soluções únicas, normalmente correspondem a elevados investimentos, situação que muitas empresas têm como problema para migração e evolução de sua infra tecnológica, no mesmo ritmo que o mundo da informática vem evoluindo. A evolução da empresa é notoriamente mais lenta do que a evolução observada das ferramentas tecnológicas – vale a pena insistir que são apenas ferramentas – e observamos uma miscelânea de sistemas diferentes, de diversas épocas tendo que conviver num conjunto onde o antigo na maioria das vezes é simplesmente abandonado em detrimento do que é novo e que nem sempre é melhor.


Em administração é importante sempre ponderar sobre o custo/benefício. A inovação tecnológica trará um ganho verdadeiro para a empresa? Se não existe certeza na resposta a essa questão, a resposta deve ser negativa. Investimentos em tecnologia numa podem ser realizados apenas pelo modismo, precisam ter uma aplicação, necessidade e ganho, verdadeiros e mensuráveis. Isso e apenas isso justifica sua implantação ou upgrade.


A excessiva dependência criada pela empresa – através de seus profissionais – do que os sistemas estão trabalhando. O conhecimento profissional está bastante baixo, existe uma dependência exagerada dos sistemas e pouco critério de identificar se são ou não corretos os valores, gráficos, índices, (...) gerados por eles (os sistemas). Essa dependência torna-se assustadora principalmente quando somada a excessiva especialização de nossos cursos. Se aqueles que deveriam entender, compreender e aferir não sabem, como outros profissionais podem fazê-lo?


A tecnologia deve ser (sempre) compreendida como uma ferramenta, um instrumento de auxílio e não como um substituto ao profissional. As especializações dos profissionais devem ser respeitadas. Não existe solução única, nem absoluta, nem pessoa única ou que faz tudo. As empresas foram concebidas para utilizar o que temos de melhor em nossa natureza: "Nossas diferenças". A miscelânea é o que nos tornou capazes de feitos incríveis.


Ambientes heterogêneos são mais eficientes e mais produtivos, desde que cada peça esteja no lugar adequado.

Pense!


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