Semana após semana, a arbitragem - especialmente a brasileira - ganha mais espaço no esporte do que atletas e treinadores. E a "estrela" da vez é um velho conhecido, no pior dos sentidos, dos torcedores de Norte a Sul do país. O senhor Wilson de Souza Mendonça, que entre outras coisas mudou seu nome para Wilson Souza de Mendonça, seguindo a cabala ou a numerologia, sabe-se lá. Fato que é apenas mais uma prova de sua intenção de ser sempre o protagonista dos jogos que apita, deixando os jogadores em segundo plano. Árbitro polêmico, para dizer o mínimo, que fez mais uma das suas na última rodada, contribuindo para que o Vasco perdesse por 1 a 0 para o Cruzeiro.
Num arroubo de legalidade absolutista, Mendonça marcou um tiro livre indireto contra a equipe vascaína em um lance que permite interpretações diversas e que nunca é marcado por seus colegas de apito (Rogério Ceni, só para citar um exemplo, faz a mesma jogada em quase todas as partidas). Para o árbitro, ao dar um leve toque com a mão para acalmar a bola que ia fraca em sua direção antes de dominá-la com o pé e posteriormente segurá-la definitivamente com as mãos, o goleiro Tiago cometeu uma infração à regra. Aplicação que pode até estar certa, mas que contraria o espírito da regra criada para evitar que arqueiros façam a tradicional "cera". Com isso, estragou a tarde de Tiago, que já havia defendido pênalti cobrado por Guilherme - abafando ainda a segunda chance do atacante no rebote - e se safava do bombardeio cruzeirense. Em suma, sendo mais realista que o rei, Mendonça assume de vez o papel de "chato de galocha", seguindo à risca a escola brasileira de arbitragem, caracterizada pela insegurança e pelo excesso de interrupções na partida. Algo que os jogadores conhecem tão bem que cavam faltas - que não são marcada supor outros árbitros sul-americanos e europeus - a cada leve contato com o adversário. Pior é que o chefe da comissão de arbitragem, Sérgio Corrêa, passa a mão na cabeça de seus incompetentes comandados (que são a grande maioria) quando deveria resumir sua intervenção a um breve conselho: "Mendonça, pede pra sair"!
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Pastelão
Pouco antes da lambança protagonizada por Mendonça, um lance longe de ser polêmico, mas que entra no folclore futebolístico acontecia na Arena da Baixada. Quando o Atlético já vencia o Goiás por 3 a 0, o distraído volante esmeraldino Amaral imaginou que o árbitro havia paralisado a partida e deu um tapinha na bola, que estava sob seu domínio, dentro da sua área. Talvez o pênalti mais bobo de todos os tempos, que rendeu o 4º gol ao Furacão, na cobrança de Marcelo Ramos.
Conexão Europa
Já na primeira rodada da Eurocopa, a Itália reclama do 1º gol da Holanda, alegando impedimento de Van Nistelrooy, que realmente recebeu tendo apenas o goleiro à sua frente. Mas a arbitragem entendeu que Panucci, caído, contundido, atrás da linha-de-fundo no lance, dava condições de jogo, como prevê a regra do futebol. O que legitima o lance, mas novamente vai contra o espírito da regra, criada para impedir que os atletas deixem o campo de forma intencional para provocar o impedimento.
De qualquer forma, a Holanda ganhou com certa facilidade, por 3 a 0, o melhor jogo da Euro até agora, tomando para si parte do favoritismo atribuído a Portugal, Alemanha, França, Espanha e Itália. Destas cinco, fora a Espanha, que estréia hoje, apenas as seleções alemã e portuguesa justificaram em campo a escolha dos analistas. Já os franceses fizeram um jogo sofrível contra a Romênia, que não passou de um merecido e aborrecido 0 a 0.
Pelo mundo
Se os europeus disputam o título continental, o resto do mundo se agita em torno das Eliminatórias para a Copa da África do Sul. Até o final do mês, metade dos 20 países asiáticos ainda na disputa será eliminada. O mesmo acontecerá com 12 dos 24 sobreviventes das Américas do Norte, Central e Caribe. E na África, restarão apenas duas rodadas - previstas para setembro e outubro - para definir as 20 nações que seguirão na disputa (hoje são 47).
Por aqui, o Brasil de Dunga tenta apagar o vexame histórico da derrota pro 2 a 0 para a Venezuela diante de Paraguai, líder da disputa na América do Sul, e Argentina, vice-líder. Tarefa nada fácil para uma equipe que não tem nenhum padrão de jogo, e segue sendo mal convocada e pessimamente escalada. Apesar disso, é difícil acreditar em uma ameaça real à classificação brasileira para a próxima Copa, mesmo com as seguidas más atuações. A rigor, desde que o novo "treinador" assumiu o comando, logo após o fracasso na Copa da Alemanha, o Brasil fez uma partida realmente boa, na decisão da última Copa América, com vitória convincente sobre a Argentina. Uma lástima.
Nota 10
Para Robert Kubica, que venceu com autoridade o GP do Canadá, marcando a primeira vitória de um piloto polonês e da BMW na Fórmula-1. São grandes as chances do piloto chegar no futuro ao título da principal categoria do automobilismo mundial.
Nota 0
Para Dunga e seus comandados pelo vexame diante dos venezuelanos. Para Sérgio Corrêa e seus comandados, pelo baixíssimo nível da arbitragem brasileira.