Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade

Lições de uma derrota

31 dez 1969 às 21:33

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

Se existisse o conceito de "perder na hora certa", ele seria muito bem aplicado à Seleção Brasileira Masculina de vôlei, que sofreu duas derrotas acachapantes em pleno Maracanãzinho a menos de um mês do início das Olimpíadas. Foi apenas a primeira vez que a equipe comandada por Bernardinho deixou de freqüentar o pódio em uma competição oficial, quebrando uma série incrível de triunfos que deram a impressão que o time havia se tornado imbatível.

Algo que, apesar da merecida alcunha de "Time dos Sonhos" da modalidade, apenas confirma a opinião de muitos especialistas e do próprio treinador, de que o Brasil vence costumeiramente por uma soma de fatores e não porque está em um nível superior às demais seleções. Com jogadores bem mais baixos que os principais rivais, o selecionado nacional sempre precisa de um algo a mais para vencer as muralhas adversárias. E normalmente consegue isso com uma motivação insuperável, aliada a um jogo altamente técnico e veloz, com uma variedade de jogadas inédita no vôlei.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Mas, naqueles dias em que este diferencial não aparece, a força física dos rivais, baseada principalmente nos saques forçados (algo que o Brasil não consegue aplicar) acaba suplantando a técnica brasileira. Também é claro que os ótimos levantadores Marcelinho e Bruninho ainda não chegaram ao mesmo nível de Ricardinho, que sempre foi fora-de-série e faz falta ao time, que só o esqueceu fora de quadra.


De qualquer forma, os fracasso diante de Estados Unidos e Rússia (este com o agravante do abatimento psicológico dos jogadores brasileiros, que lembrou o dos piores momentos da Seleção Feminina) pode ser visto mais como um alerta da necessidade de resgatar o algo a mais que estes atletas multi-campeões já provaram ter do que o sinal de que uma era chegou ao fim. O equilíbrio é a tônica do vôlei ao redor do mundo e cinco ou seis seleções têm condições de garantir o ouro em Pequim. Inclusive o Brasil, desde que repita as fantásticas apresentações que se tornaram corriqueiras nos últimos anos.


Garimpo chinês


E se no vôlei masculino o Brasil segue entre os favoritos a uma medalha, o mesmo acontece entre as mulheres e na versão praiana do esporte. As meninas comandadas por José Roberto Guimarães têm boas chances de apagar em Pequim o fracasso de Atenas, quando perderam uma jogo "imperdível" para a Rússia. E nas areias, Emanuel e Ricardo são cotadíssimos ao Ouro, enquanto Juliana e Larissa viram as chances reduzidas após a grave contusão da primeira, que atuará longe de suas melhores condições. Márcio e Fábio Luiz e Renata e Talita correm por fora.


Nos demais esportes coletivos, medalhas podem ser esperadas no futebol masculino (apesar de alguns problemas na preparação e da ausência de Robinho) e feminino. Já o basquete feminino - o masculino mais uma vez sequer garantiu a vaga olímpica - e o handebol feminino e masculino dependem de muita sorte e atuações acima da média para chegar às semifinais.


Outras medalhas podem vir no judô, especialmente com João Derly, Tiago Camilo, Luciano Côrrea e Edinanci Silva; no atletismo com os saltadores Jadel Gregório, Fabiana Murer e Maurren Maggi; na vela com a dupla Robert Scheidt / Bruno Prada, além de Ricardo "Bimba" Winicki, Bruno Fontes e quem sabe a dupla feminina Isabel Swan / Fernanda Oliveira; e na ginástica com Diego Hypólito; no hipismo com Rodrigo Pessoa, principalmente; na natação com o trio César Cielo, Kaio Márcio e Thiago Pereira; e no taekwondo com Natália Falavigna.


Na condição de eventuais surpresas, podem se destacar as meninas da ginástica, os triatletas Juraci Moreira, Reinaldo Colucci e Mariana Ohata; os maratonistas Franck Caldeira e Marilson dos Santos; a saltadora ornamental Juliana Veloso; e a pentatleta Yane Marques. Mas não há nada que impeça outros tantos atletas da maior delegação brasileira da história de fazer história em Pequim.


Nota 10


Para cada um dos 277 atletas brasileiros que representarão o país em Pequim, a maioria classificada com muito sacrifício e uma série de privações típicas de um país que pouco faz pelos seus esportistas.


Nota 0

Cadastre-se em nossa newsletter

Para o abandono a que estão condenados alguns dos ginásios e estádios construídos para o Pan-2007, como a pista de atletismo do Engenhão, a arena multiuso, o velódromo e o parque aquático. Locais que não cumprem a função de revelar e desenvolver talentos do esporte.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas