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Líder sem convencer

08 jun 2004 às 11:00

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O Brasil venceu a Argentina em Belo Horizonte, empatou com o Chile fora de casa e assumiu o primeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Alemanha. Mas mesmo assim não há motivos para grandes comemorações.

No jogo contra os hermanos, a defesa passou um sufoco danado com as bolas aéreas e por muito pouco os argentinos não saíram na frente do marcador, até porque não tinham em campo um goleador com a qualidade de um Ronaldo, por exemplo. A história do jogo poderia ser bem diferente se o craque do Real Madrid não tivesse cavado três pênaltis – dois em jogadas individuais e um após primoroso lançamento de Alex. Mas como se não existe o Brasil conseguiu impor um incontestável 3 x 1 aos seus maiores rivais. E como as próximas duas partidas que encerram o primeiro turno da competição serão contra Bolívia e Venezuela, dificilmente a liderança irá escapar em 2004.

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Se contra a Argentina a seleção jogou bem e ganhou, contra o Chile a história foi bem diferente. Após superar a pressão inicial dos empolgados chilenos, o Brasil passou a dominar o jogo e logo fez um gol. Que poderia vir acompanhado de muitos outros se não fosse a displicência nas finalizações e a escalação errada – mais uma – de Parreira.


A exemplo da partida anterior, Luís Fabiano e Ronaldinho ficaram isolados no ataque e tiveram que voltar para o meio de campo para buscar jogo. Kaká ficou visivelmente sobrecarregado e não pode dar vazão ao jogo. Com isso, sobrou para Edmílson (sem nenhum talento para tanto), Juninho (bem abaixo do que pode jogar) e Edu (este sim dono de uma bela atuação) a tarefa de organizar o meio. Se o técnico cabeça dura tivesse optado por Alex – ou mesmo Júlio Batista ou Felipe – com certeza criaria um número muito maior de chances. Mas como a primeira idéia de Parreira é sempre defender, a seleção continua burocrática, a não ser quando os talentos individuais resolvem aparecer.


O empate conseguido pelo Chile no final da partida após pênalti infantil de Cafu – nesse lance, o árbitro, que não deu pênalti claríssimo de Roberto Carlos e nem o impedimento de Luís Fabiano no lance do gol, acertou – teve gosto de derrota e tirou dois pontos que dariam uma grande folga rumo à Copa. De bom mesmo, a redenção de Juan, que fez uma ótima partida jogando limpo e sério. Destaque também para Edu, que provou que tem condições de ser titular e Luís Fabiano, guerreiro do começo ao fim. Pena que Juninho, Kaká e Ronaldinho pouco fizeram em campo.


Pior para os outros


Mesmo sem vencer o Chile, o Brasil não foi alcançado pelos adversários mais próximos. Argentina e Paraguai ficaram num melancólico 0 x 0, mesmo placar da surpreendente Venezuela contra o Peru. Mas pior mesmo foi o fiasco da desbotada Celeste Olímpica, que tomou cinco gols da então lanterninha Colômbia. O pior foi ver os uruguaios sem nenhum poder de reação, assistindo ao desfile dos adversários.


Mama África


Se por aqui as Eliminatórias já estão perto da metade, na África começou a segunda fase. Na primeira rodada de cada um dos cinco grupos os favoritos às vagas confirmaram essa condição a saíram na frente, com exceção de Gana, derrotada pela ascendente Burkina Faso. Senegal e Libéria no grupo um; África do Sul no dois; Egito e Camarões no três; Nigéria no quatro; e Tunísia no cinco venceram seus jogos e se mantém a frente nas bolsas de apostas.


Eliminados


Já na Oceania terminou o Hexagonal que definiu os dois finalistas do continente. A surpresa foi a eliminação da Nova Zelândia, graças ao empate por 2 x 2 – com toda a cara de armação – entre Austrália e Ilhas Salomão, que garantiram as duas vagas. De fora ficaram ainda Taiti, Vanuatu e Fiji.


Nota 10


Para Ronaldinho "caiu na área é pênalti" pelos três gols contra a Argentina. É para jamais esquecer.


Nota 0

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Para a péssima arbitragem – como se isso fosse novidade – do argentino Horacio Elizondo no empate entre Brasil e Chile. Os chilenos têm todos os motivos para reclamar.


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