No exato momento em que o Vasco da Gama, time mais odiado do país nos últimos anos (levando-se em conta o sentimento de quem gosta de futebol e não apenas as rivalidades entre torcidas) saía de um período de trevas, o Atlético Paranaense dava mais alguns passos largos na direção do posto agora vago, com a mais que merecida queda de Eurico Miranda.
Enquanto no Rio de Janeiro o novo presidente vascaíno Roberto Dinamite dava mostras diárias de elegância e espírito esportivo, inclusive convidando o rival (apenas dentro de campo) flamenguista Márcio Braga para assistirem juntos o clássico entre as duas equipes, aqui em Curitiba um torcedor atleticano chamado Juliano Ribas - que sabe-se lá por que motivos ganhou uma coluna no sítio oficial de seu clube - provocava o Fluminense, chamando seus jogadores, comissão técnica e dirigentes de "palhaços do Rio". Para isso, baseou-se em uma declaração infeliz do técnico Renato Gaúcho, que afirmou que iria vencer a Libertadores e depois brincar no Brasileirão.
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O tal torcedor com seu texto, que além de tudo é pouco criativo para um publicitário como ele, provocou um dura reação da diretoria do Flu, que com razão cobrou uma explicação do Furacão, já que as agressões partiram do veículo oficial de comunicação do clube paranaense. Com muita propriedade, os dirigentes cariocas alertaram que provocações como estas no máximo devem se limitar à torcida e que, tornando-se posição oficial de uma agremiação, servem como ponto de partida para ações hostis e até violentas.
A primeira resposta dos dirigentes atleticanos limitou-se a dizer que o clube não tinha nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo da coluna. Algo que claramente não tem nenhum embasamento legal, pois ao liberar espaço em seu órgão oficial, é óbvio que o Atlético é no mínimo co-responsável pela publicação das ofensas. Como tal resposta não foi satisfatória, os mesmos dirigentes que há anos falam de suas conquistas e da modernidade do clube, deram um exemplo do amadorismo, disfarçado de paixão clubística, que move algumas das ações do clube. Isto porque declaram (após a derrota por 3 a 0 para o Flu), em nota oficial assinada pelos presidentes Mario Celso Petraglia e João Augusto Fleury da Rocha, que a opinião do torcedor era compartilhada por boa parte dos atleticanos, o que justificaria sua publicação. E que vetar seu conteúdo seria censura. Apenas aumentando o ruído causado pelo texto inicial, que serviu como motivação para o Fluminense para vencer o Furacão.
E na discussão entre os dois clubes, a grande derrotada foi a ética, já que de um lado o colunista atleticano relembrou as lamentáveis e condenáveis viradas de mesa dos cariocas nos anos 90. Fatos que realmente envergonham o futebol brasileiro e que já causaram merecidas perdas ao Tricolor, mas que felizmente tornaram-se mais raras, embora o "caso Edílson" seja ainda muito recente. Por outro lado, o Flu contra-atacou com referências ao polêmico escândalo Ivens Mendes, que na mesma época resultou em punições ao Atlético e gerou grande revolta entre políticos e esportistas paranaenses. Casos que já deveriam estar devidamente sepultados no futebol, mas que infelizmente vieram novamente à tona graças a uma provocação infantil.
Uma lástima.
Nota 10
Para a russa Yelena Isinbayeva, que bateu pela 12ª vez o recorde mundial do salto com vara em estádio aberto, chegando a marca de 5,03 metros. Favoritíssima ao ouro olímpico que serve de modelo para a brasileira Fabiana Murer, que em tudo para chegar ao pódio em Pequim.
Nota 0
Para Marcinho, Bruno, Diego Tardelli e Paulo Victor, flamenguistas que foram parar na delegacia após uma festa de arromba em Minas Gerais. Exemplos de falta de profissionalismo que foi merecida mente punido com multa salarial pela direção do clube.