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É preciso dar sentido às experiências

03 set 2010 às 10:41
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É PRECISO DAR SENTIDO ÀS EXPERIÊNCIAS

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A grande diferença entre os seres humanos e os demais seres sencientes, ou seja, aqueles que percebem as coisas pelos sentidos, que recebem impressões e reagem a elas, é que nós, seres humanos, usamos a inteligência para resolver os problemas e os conflitos a que somos submetidos por meio dessa percepção. Não que a inteligência possa resolver todos os nossos dilemas, mas a falta dela certamente contribui para dificultar a administração deles e a sua consequente resolução.

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A inteligência deve ser utilizada para dar sentido àquilo que experienciamos no decorrer de nossa existência. Os animais irracionais só sentem as coisas e reagem a elas por meio do instinto. Nós, seres racionais, reagimos por meio de tentativas de minimizar nosso sofrimento ou de aumentar nosso prazer, usando a razão, buscando soluções que nos levam a uma vida melhor. Aqueles, quando veem uma flor, só a veem; nós não somente a vemos, mas, apreciamos sua beleza e pensamos numa maneira de perpetuar essa beleza por meio de pinturas ou de fotografias.


Howard Gardner, o precursor das inteligências múltiplas, afirma em seu livro "Inteligências Múltiplas – A teoria na prática" que ser inteligente é ter capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou comunitários. Acredito que o maior problema que temos a resolver em nossa breve vida chama-se "felicidade", ou melhor, como alcançá-la, ou pelo menos como seguir em rumo dessa tal felicidade, que tem sido pesquisada, analisada, filosofada, desde o mais remoto dos pensadores. Todos chegaram à conclusão de que ela é intangível, mas que deve ser buscada incessantemente. E essa busca necessita da inteligência para ter sucesso.

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AFASTAR-SE DE ALGO IMPOSSÍVEL DE ATINGIR


O raciocínio é similar: A inteligência não resolverá todos os nossos problemas, mas, sem ela, mais problemas teremos, a começar pela própria maneira como os encaramos. A felicidade é algo intangível, mas, se não a buscarmos em todos os momentos de nossa vida, correremos o risco de cada vez mais nos afastarmos dela. É até estranho, é um paradoxo: afastar-se de algo impossível de alcançar...


Aristóteles (384 a.C. – 347 a.C.), filósofo grego, escreveu em seu livro Ética a Nicômaco: "A felicidade é a melhor, a mais nobre e a mais agradável coisa do mundo", mas, segundo ele novamente, a felicidade vem somente por meio da realização de propósitos na vida, ou seja, quem tem metas a cumprir, quem tem objetivos a realizar, e se esforça para concretizar esse intento, está mais próximo de atingir esse sentimento abstrato chamado de felicidade. Esses certamente são pessoas que não só vivenciam o caminho da felicidade, mas também ajudam as pessoas do seu convívio a conseguirem uma vida melhor. Por outro lado, aqueles que não possuem um projeto de vida, que apenas vivem um dia após o outro, têm mais dificuldades para se sentir de bem com o mundo e para guiar as demais pessoas. Pelo contrário, arrasta-as para o pessimismo e o cadafalso.


O CAMINHO DA FELICIDADE


Ter propósitos tangíveis para se atingir um objetivo intangível é, portanto, o segredo do bem viver. Se sou professor, então que eu seja excelente professor! Esse é meu propósito. Isso está ao meu alcance. Basta-me preparar-me com afinco para pôr em prática o que estudei na teoria, seja em se tratando da ciência que leciono, seja em se tratando de afetividade para com meus alunos. O mesmo deve ocorrer com todas as profissões, com todos os cargos. Quanto mais esforço se empreender para fazer bem feito o que tem de ser feito, mais próximo da felicidade se chega.

De nada adianta, porém, pensar em felicidade apenas de si próprio. Há de se pensar na felicidade das demais pessoas também, principalmente daquelas que conosco convivem. Sou esposo, sou pai, sou tio, sou amigo. Tudo isso tenho de ser com afinco, perseverança. Esforço-me para ser bom esposo, pai, tio, amigo. Assim, além de mais perto da felicidade chegar, posso servir de exemplo para os mais próximos a mim, para que eles também consigam esse intento. Isso não é apenas educar, mas, sim, educar-se para educar, ou melhor ainda: educar-se para que os demais se eduquem também.


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