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A família do futuro resgatando valores.

29 set 2010 às 10:50
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A FAMÍLIA DO FUTURO RESGATANDO VALORES.

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No livro Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago escreveu uma frase que
pode ser usada para reflexão acerca da situação das famílias de hoje: "a
responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". Muitas das
famílias parece terem ficado cegas concernentemente aos problemas que afetam
seus filhos e filhas. E essa cegueira afeta toda a sociedade, pois o número de
pais e mães acometidos por essa privação de visão cresce a olhos vistos dia
após dia.

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Muitos problemas provocados por crianças e por jovens são reflexo da
(des)educação a que eles são submetidos em seus lares. Pai ausente, mãe
presente demais, pais que julgam estarem seus filhos sempre certos (a culpa é
dos amigos deles, as más companhias) avós omissos, enfim, responsáveis
negligentes causam prejuízos espantosos ao desenvolvimento socioemotivo de
seus rebentos. Estes perdem a referência e passam a agir conforme o que
aprendem na internet, na televisão, nas suas tribos; e esses ensinamentos nem
sempre são condizentes com o que consideramos adequado à boa convivência
em sociedade.


BULLYING

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O jovenzinho aprende a ofender física ou moralmente os mais fracos porque tem
quem o acoberte, seja seu amiguinho ou amiguinha que o acompanha enquanto
pratica as ofensas, sejam aqueles que assistem à agressão e se omitem
(crianças e adultos), seja a vítima, que tem medo de o denunciar, sejam os
próprios pais, que não tomam consciência de que ajudam a formar um cidadão
antissocial. Modernamente, há até nome para esses atos de hostilidade:
bullying, palavra inglesa que provém de bully, cujo significado é
valentão. Muitos pais nem percebem que seu filho é um praticante de
bullying.


Essa falta de percepção de muitos pais vem do relacionamento afetivo pobre
entre os membros da família, que tem perdido o rumo concernentemente à
educação. Talvez no empenho de ajudar os filhos a atingir a felicidade, muitos
tenham conseguido exatamente o contrário: afastá-los dela. Não é o ‘poder
fazer tudo’ que leva as crianças ao bem viver; a frustração ajuda-as a ‘trabalhar’
a emoção de maneira mais profícua.


RESGATAR OS VERDADEIROS VALORES


A família moderna está perdida? É preciso, então, que ela seja mais parecida
com a família do passado e que resgate os verdadeiros valores. É preciso que a
experiência de vida que os pais adquiriram lhes dê autoridade suficiente para
serem os mentores das jovens criaturas sustentadas por eles. Esse sustento não
pode ser tão somente físico; há de ser emocional, espiritual, educacional. É
preciso que os pais avaliem a situação de seu lar com bom senso para perceber
o que necessita ser mudado e como realizar isso.


Família que educa seus filhos segundo os valores afetivos adequados constrói
em seu lar ideais de liberdade e de justiça social. Não a liberdade do vale-tudo,
mas a liberdade que os ensina a fazer escolhas, a liberdade que lhes demonstra
que todos têm o mesmo direito de compartilhar a comunidade da qual fazem
parte e de ser o que se é, sem que por isso seja passível de julgamento. Não a
justiça social que só nos interessa quando a injustiça nos atinge, mas a justiça
social de fato, em que todos devem ser protegidos para que cada um possa
usufruir a sua liberdade de modo satisfatório.


DEUS, PÁTRIA E O PRÓXIMO


No Escotismo, há um sinal, feito com a mão direita, em que os dedos indicador,
médio e anelar ficam em riste, ou seja, em posição erguida, e o polegar é posto
sobre o mindinho. O significado simbólico desse ato é o seguinte: os três dedos
indicam os pilares da sociedade: Deus, Pátria e o próximo (os que estão mais
próximos de nós são nossos familiares); o polegar sobre o mindinho significa
que o maior e mais forte deve proteger o menor
e o mais fraco.

Essa alegoria deveria ser seguida por todas as escolas, todas as famílias, todas
as instituições: não há vida significativa sem o respeito aos três pilares da
sociedade; não conseguimos formar uma sociedade justa e livre sem crer que
somos mais que meros mortais, sem ter uma nação a nos apegar, a defender e
por ela sermos defendidos, e sem uma família afetiva e unida para nos afeiçoar.
E, talvez o mais importante, sem ter a certeza de que o mais forte é educado
para proteger os mais fracos.



Visite o site do Prof. Dílson Catarino.


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