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Eu quero uma casa no campo...

18 ago 2010 às 10:20
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EU QUERO UMA CASA NO CAMPO...

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Da janela de meu quarto vejo a árvore da esquina, imponente, grandiosa. Por entre seus galhos, pássaros diversos se divertem alimentando-se de insetos. Outro dia até um pica-pau de penacho vermelho surgiu para o nosso deleite. São muitos eles: beija-flores, bem-te-vis, sanhaços, rolinhas e uns, cujo nome desconheço, que Teté e eu chamamos de ‘bebuns’, pois adoram bebericar na flor artificial que de vez em quando colocamos à janela para atrair os beija-flores. Eles – os bebuns – é que se fartam de beber e depois voam satisfeitos, saltitando nos galhos das árvores.
Gostaria de ter mais árvores à minha vista, mais pássaros, mais flores. Gostaria de poder ver mais estrelas numa noite de lua nova. Gostaria de viver uma vida mais bucólica, mais natural, menos citadina, apesar de necessitar vivamente da cidade e de tudo que ela nos oferece. Acho que eu me sentiria mais completo, mais feliz, se houvesse possibilidade de viver agregado à natureza sem me desvencilhar totalmente da cidade. Bastar-me-ia um banho de cachoeira por semana para me sentir mais humano, menos autômato.
IMPINGIMOS AUTOMATISMO A NÓS MESMOS.
Talvez o problema da raça humana seja o automatismo que impingimos a nós mesmos e ao qual infelizmente nos habituamos. Passamos a viver um dia após o outro sem sentir de fato o que é viver verdadeiramente. Executamos nossas tarefas diárias maquinalmente, como se não possuíssemos consciência do que se passa ao nosso redor. Talvez por isso que se reclame tanto da vida e se espere com tanta ansiedade o fim de semana, os feriados e as férias. Tendemos para a placidez; queremos a tranquilidade, mas vivemos no atropelo urbano, no caos metropolitano. Vivemos um paradoxo inexplicável.
Precisamos de doses de natureza no nosso dia a dia. Precisamos de mais ar livre para respirar e viver. Precisamos de mais horizonte para ampliar nossa visão de vida. Precisamos aprender a viver para sentirmos que realmente estamos vivos; muitos não vivem, mas deixam-se levar pela ‘vida’ ao seu redor. É uma filosofia de vida que embrutece o ser humano, pois usa somente os sentidos nas relações que estabelece entre si e o meio em que vive. Utiliza-se de seu mundo sensível e esquece-se de que deve desenvolver seu mundo inteligível, como Platão, filósofo grego, ensinou em uma de suas teorias.
DESCASO PARA COM O MEIO AMBIENTE.
Dói-me ver o descaso que muitos têm para com o meio ambiente. O desrespeito é gritante. O mais grave disso é que esses cidadãos desrespeitam a si próprios sem se aperceber disso. O lixo que jogam ao chão trará consequências negativas a toda a sociedade, mas também a eles. Ora, dirá o negligente, o que uma bituquinha de cigarro pode fazer de mal à natureza? E eu lhe direi: não é apenas a sua; são centenas de milhares de restos de cigarro, de garrafas pet, de copos de plásticos, sendo carregados pelas águas das chuvas constantemente, levando-os até o córrego mais próximo, poluindo-o e deteriorando o que temos de mais precioso. É a ação de um incauto prejudicando a qualidade de vida da coletividade.
É muito divertido as famílias se encontrarem às margens do lago, para espairecer e passar algumas horas apreciando o que a natureza tem de mais belo. É um tempo que deve ser aproveitado para estreitar os laços entre os entes queridos. O problema se situa na falta de civilidade que muitos demonstram no momento de voltarem às suas casas: não recolhem o lixo produzido durante seu lazer, deixando-o todo espalhado e ainda lavam a churrasqueira portátil nas águas do pobre lago. A falta de consideração para com o ecossistema é absurda.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL.
O que falta é educação ambiental nos lares e nas escolas. Faltam pessoas interessadas em diminuir a degradação do meio ambiente. Há, evidentemente, aqueles que já trabalham em prol da ecologia: os ambientalistas. São, porém, poucos. Há a necessidade de mais cidadãos empenhados em difundir ideias que auxiliem na preservação da vida no planeta. Não há, porém, necessidade de esperar um expert no assunto para começar a agir. Pode-se, nas atitudes diárias, mudar a situação caótica em que nos encontramos. Basta ter boa vontade e passar a olhar a vida com olhos de preservação, não de exploração.


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