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Vida escolar

A importância da tecnologia na educação da Geração Z

Redação Bonde*
15 out 2009 às 09:49
Na era digital as crianças já nascem sob o domínio da tecnologia - Reprodução
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Há anos dedico-me a estudar o infindável campo da educação e, durante esse tempo, observo que outubro é o mês no qual os artigos relacionados às crianças
multiplicam-se na mídia. Mas enxergo o lado positivo desse oportunismo: o mês das crianças surge como uma chance para refletir, discutir e ter novas idéias sobre a educação de nossas crianças. Penso em outros tópicos aos quais poderia dedicar essas linhas, o direito ao lazer e a cultura, a existência da pobreza e da violência, mas vou me resumir àquilo que compreendo e que, para mim, é uma das principais soluções para as dificuldades pelas quais nossas crianças passam: a educação.

Para iniciar essa discussão, usarei uma idéia que muitos estudiosos do comportamento humano vêm divulgando nos últimos anos: a Geração Z. Os pertencentes a essa geração, nascidos a partir da metade da década de 90, representam uma promessa de revolução para o futuro. São aqueles que já nasceram sob o domínio da tecnologia e possuem uma aptidão natural para trabalhar com objetos eletrônicos, aprendem rápido como usar DVDs, celulares e computadores. Quais os fatores que influenciam esses jovens da Geração Z?

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Entre outras características, podemos destacar o mundo globalizado,
interconectado e tecnológico em que vivemos, que gera características únicas nas
crianças, sendo a principal delas, e que nos interessa para este artigo, a sua
integração total à tecnologia.

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Vivemos na era do digital. Do reflexo das telas na face de nossos filhos,
diariamente imersos no mar infinito da web. Da conexão constante: em casa pelo modem, nas ruas por meio dos celulares e em cafés com redes sem fio (wireless). Nos últimos anos, esse domínio da internet chegou a um dos locais mais protegidos pela sociedade: a escola. De forma tímida, há cerca de uma década atrás, víamos as primeiras aulas de informática: crianças aprendiam a movimentar o mouse, o que era uma CPU e a como salvar uma redação. Hoje, os jovens entram na escola sabendo a diferença entre uma conexão discada e de banda larga, questionando a falta de um mouse óptico e pedindo que a aula de internet seja livre, para acessarem os sites que têm vontade.

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Com a internet completamente integrada ao dia-a-dia das crianças, por que não
começar a usá-la de forma ativa, integrando-a, também, à rotina escolar? O
computador oferece possibilidades infinitas (sim, infinitas como a própria web é) de expansão dos métodos didáticos utilizados em aula. Destaco aqui três idéias
interessantes: o uso de comunicadores instantâneos, como o MSN, para a realização de plantões online, alguns dias antes da prova ou da entrega de algum trabalho, ou então, o desenvolvimento de redes sociais e colaborativas para o compartilhamento de informações, como trabalhos e resumos, que seria um misto de Wikipedia e Orkut, no qual os alunos poderiam socializar e navegar pelo conhecimento. Outra idéia seria o uso da conexão na própria sala de aula, para a realização de pesquisas em conjunto com o resto da sala e o professor, um bom momento para o educador tentar substituir o famoso e famigerado copia-e-cola por um método apropriado de pesquisa, de real
formação do conhecimento a partir das fontes.


O comunicador instantâneo e a rede social possibilitam um aprendizado contínuo, pois devem ser acessados após o termino da aula, além de divertido, pois aparecem para a criança como um entretenimento e não uma atividade maçante. Já a conexão em sala faz da aula uma atividade ágil, que desperta e responde a várias curiosidades do aluno, na velocidade da internet. Existem muitas outras opções possíveis de interação entre o professor, o aluno e a web. O limite é determinado apenas pela capacidade imaginativa e o conhecimento de informática do educador, que pode negar-se a aproveitar as possibilidades oferecidas pela ferramenta digital ou atualizar-se e encarar de frente o computador, um trunfo didático quando bem aproveitado.

*Por Eduardo Shinyashiki, consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser
Treinamentos. Autor do livro "Viva Como Você quer Viver", da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.


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