Família

Afinal, devo ou não levar meu filho a um jogo de futebol? Veja orientação do especialista

23 jun 2014 às 09:52

Levar seu filho a um jogo de futebol pode ou não ser uma boa ideia, dependendo da idade, da partida e do próprio interesse da criança pelo esporte. O pediatra Fábio Picchi, integrante do Conselho Médico do site BabyCenter, recomenda que só se leve crianças acima de 5 anos a jogos de futebol.

Crianças muito pequenas, que ainda não andam bem e nem foram desfraldadas exigem mais cuidados (colo inclusive), têm menor poder de concentração em uma atividade só e se cansam rapidamente com o barulho e a agitação ao redor. Vale lembrar que os estádios não contam com infraestrutura apropriada para crianças (como trocadores ou vasos sanitários menores nos banheiros).


Para crianças um pouco maiores, a experiência de estar em um estádio de futebol com o pai ou a família pode ser incrível e criar lembranças duradouras. Para que tudo corra superbem, o melhor a fazer é planejar com antecedência, a começar pela compra dos ingressos e pela data do jogo.


Fique longe de finais concorridas ou assentos no meio de torcidas organizadas, mesmo que essa seja a tradição na sua casa. Vai ter tempo para isso no futuro, e agora é hora de pensar na segurança e no melhor para o pequeno da família, não para os grandes.


Considere a logística de como vocês vão chegar até o jogo, quanto terão que andar até o estádio e, uma vez lá dentro, o sobe-e-desce nos altos degraus das arquibancadas. É bom calcular isso tudo antes, porque assim você não exagera na quantidade de sacolas extras e fica com pelo menos um braço e uma mão livres para carregar seu filho - é quase certo que vai precisar.


Não peque também pelo contrário, não levando sacola ou mochila nenhuma com uma troca de roupa para se livrar do peso. Pode estar o maior calorão lá fora (passe filtro solar antes e durante a partida), mas, se ele ficar todo melado de sorvete ou alguém deixar cair refrigerante na camiseta, você vai precisar trocar para que ele não se sinta incomodado e acabe frustrando o programa de todos. Aliás, lencinhos umedecidos na bolsa são grandes quebra-galhos para esse tipo de ocasião.


Você pode incluir no "pacote-estádio" alguns lanchinhos de casa, assim não precisa gastar por lá. Geralmente, os estádios permitem a entrada de alguns produtos para consumo próprio.


Vocês vão ficar fora de casa por no mínimo três horas. Procure dividir o lanchinho para que ele sirva de distração também para a criança, se ela ficar entediada.


A Federação Paulista de Futebol, por exemplo, segue as orientações da Polícia Militar do Estado, deixando que os torcedores tragam alimentos fora de embalagens, frutas descascadas e cortadas, além de copos ou vasilhames de plástico ou papelão com conteúdo inferior a 400 ml.


Não esqueça de colocar algum tipo de identificação com nome e telefone no seu filho. Você pode prender um papel no bolso dele com alfinete de segurança, escrever por dentro da camiseta com caneta que não sai, fazer uma pulseira para o pulso com uma fita ou papel, ou ainda comprar em papelarias um crachá de plástico e preencher seus dados.


Finalmente, o mais importante de tudo: prepare-se para o que der e vier, já que estar com seu filho no estádio não será a mesma coisa que estar na companhia de outro adulto.


Pode ser que ele ame toda a novidade do evento e preste a maior atenção a tudo. Pode ser também que goste, mas que comece a ficar impaciente depois de um tempinho e precise "passear" até o banheiro ou a lanchonete para variar de posição e de visual. E pode ser ainda que leve um tremendo susto com a intensidade da torcida e da multidão, e abra um berreiro daqueles. Neste caso, a única saída muitas vezes é o portão de saída...

Se isso acontecer, não desanime para sempre e mantenha a esportiva. Com um pouco mais de idade, a experiência de ir ao estádio costuma ser completamente diferente. *(Fonte: Baby Center Brasil)


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