As crianças simplesmente adora andar de skate, patins e bicicleta, mas para que possam se divertir em segurança é preciso adotar algumas medidas simples, mas que ajudarão a protegê-las não só dos joelhos e cotovelos ralados, como também de acidentes mais sérios.
Duas das principais medidas a serem adotadas é a escolha do local em que a criança irá brincar e o uso de equipamentos de segurança especiais. Pistas apropriadas são os locais ideais para deixar a criançada à vontade, especialmente porque elas ficarão longe de automóveis e outros veículos.
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Já os equipamentos que não podem faltar enquanto a criança está nos patins, no skate ou na bicicleta são os seguintes: capacete, joelheiras, cotoveleiras e luvas. Todos eles protegerão partes do corpo que, em caso de queda, têm grandes chances de serem atingidas.
A idéia não é proibir os pequenos de se divertirem, mas evitar que se machuquem e até sofram lesões mais graves.
Acidentes podem ser prevenidos
Segundo o cirurgião pediátrico João Gilberto Maksoud Filho, presidente da ONG Criança Segura, não existem estatísticas no Brasil quanto ao número de ocorrências hospitalares resultantes da prática destes esportes, mas os números oficiais mostram que sete mil crianças de 0 a 14 anos morrem por ano vítimas de acidentes no país.
No entanto, a adoção de medidas preventivas de segurança pode diminuir drasticamente a ocorrência de acidentes. "Já está provado que 90% dos acidentes com crianças poderiam ser evitados com medidas relativamente simples, como o uso do capacete", afirma o cirurgião pediátrico.
Ele conta também um caso em que a eficiência do capacete foi comprovada na prática na cidade de Seattle, nos Estados Unidos. "Lá, uma pesquisa mostrou que, desde que foi aprovada uma lei que obriga o uso de capacete durante a prática destes esportes, as internações de crianças decorrentes de acidentes caíram 50%", diz João Gilberto.
Incentivando a criançada
Para convencer os pequenos a usarem os equipamentos de segurança, os pais precisam usar seu poder de persuasão. "É difícil, não acontece da noite para o dia, mas os pais podem começar conversando, mostrando os perigos e dando o exemplo. Com o tempo se tornará um hábito. O mais importante é sempre supervisionar as brincadeiras dos filhos", diz o médico.
Uma boa tática para evitar reclamações a respeito da obrigatoriedade dos equipamentos é lembrá-los das vezes em que caíram, de como tentaram se proteger apoiando os joelhos, os cotovelos e as mãos. E de como poderia ter sido diferente se estivessem usando luvas, cotoveleiras e joelheiras (além do capacete).
Na hora de comprar o equipamento de segurança, os pimpolhos devem ir junto para experimentar o modelo, especialmente do capacete, que deve ficar bem ajustado na parte de cima da cabeça e preso sob o queixo.
As roupas precisam ser coloridas e bem visíveis - para que a criança seja vista facilmente por pedestres, motoristas ou outros praticantes de esporte. Se possível, deve-se usar calças e camisetas com mangas compridas para evitar arranhões em casos de quedas. Os tênis devem ter canos longos, que estabilizam os tornozelos e previnem torções.
Essas medidas são relativamente simples e muito valiosas. Afinal, a segurança das crianças não tem preço! (Fonte: Revista Nestlé)