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Não fique parado!

Brincar com os filhos estimula 'gosto' pelos esportes

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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Queimada, esconde-esconde, pipa, amarelinha, futebol de rua... todas essas brincadeiras infantis foram substituídas pelo vídeogame e pelo computador na era da modernidade. Atualmente, as crianças deixaram de lado essas atividades, que geravam movimento e exercício na rotina do dia-a-dia, e passaram a ter uma vida muito mais sedentária. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal são 60 minutos de atividade, durante cinco dias na semana ou cinco horas semanais.

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O roteiro escolar proposto pelas aulas de educação física, que normalmente contempla duas aulas semanais, age positivamente no desenvolvimento dos pequenos, mas ainda é pouco, comparado à recomendação da OMS. A atividade física na infância ajuda a formar ossos mais fortes, o que previne a osteoporose na maturidade, e pulmões mais desenvolvidos, que garantem um suprimento maior de oxigênio para as células do corpo ao longo de toda a vida.

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Sem excessos


Quem se exercita desde cedo, tem menos chance de ficar obeso e desenvolver doença cardíaca. Mas os pais não podem exagerar no limite de atividades e esquecer que criança gosta é de brincar", esclarece Pablius Staduto Braga Silva, coordenador de Atividade Física do Programa de Promoção de Saúde do Fleury Medicina e Saúde.


É importante praticar atividade física desde cedo, mas é preciso saber o limite para não causar um resultado contrário e prejudicar o desenvolvimento infantil. As brincadeiras conhecidas, como jogar bola, pega-pega, pular corda, pedalar, entre outras, facilmente atingem a cota de cinco horas por semana de atividade, principalmente até os seis anos. Com companhia e espaço, os pequenos se divertem cumprindo o tempo recomendado de atividade.

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Só não vale ficar parado. Se a criança mora em apartamento e não possui um local amplo, a família precisa participar para cooperar com a rotina física. Deixar o carro em casa algumas vezes, visitar parques e inventar brincadeiras infantis mesmo no apartamento podem manter a criança longe dos micros ou da TV por longas horas", diz o especialista.


Sono


A atividade física influencia o sono da criança? Segundo o especialista do Fleury, influencia. "Criança ativa de dia, dorme melhor à noite", afirma o médico. A influência da atividade física não se restringe somente à qualidade do sono, mas também causa impacto no apetite, no desenvolvimento físico e na saúde global da criança.


Competitividade


Para alcançar os benefícios das atividades, incluir o público infantil em academias e escolas esportivas pode e deve ser feito, mas é importante ficar atento às modalidades que requerem um preparo físico específico, como vôlei, futebol e basquete, por exemplo, que só podem ser realizadas depois dos seis anos. Só depois dessa fase é que a criança começa a compreender as regras, desenvolve reflexos e ganha massa óssea para treinar.


Os aspectos competitivos dos esportes podem desestimular os pequenos, se não forem bem trabalhados. "Entre os 7 e 12 anos, quando a criança pode praticar um esporte mais elaborado, esses aspectos devem ficar em segundo plano. Nessa fase, a ênfase é no cumprimento de regras, no respeito ao adversário, no trabalho em equipe e no entendimento de que ganhar e perder faz parte do jogo", explica o médico.

O incentivo à criança em superar metas nos esportes praticados também precisa de medidas e limites. "A partir dos 13 anos, a criança pode pensar em metas factíveis para cumprir, uma vez que está em condições de fazer um treinamento regular. No entanto, o treinador e os pais têm que tomar cuidado para não exagerar na cobrança de resultados para não desmotivar o jovem esportista", conclui o especialista.


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