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'Esponjinhas'

Cuidado com o que você fala na presença dos pequenos

Redação Bonde
16 jul 2013 às 09:04

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Reprodução
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Pode até parecer coisa de gente velha, mas antigamente os pais exigiam muito mais das crianças e a educação era bem mais rígida. Interromper a conversa dos adultos? Nem pensar! E quando rolava uma conversa mais séria então... Nessas horas lugar de criança era no quarto. Hoje os pais são mais flexíveis com os pequenos, talvez até em excesso. "Muitos pais acham que têm que ser apenas amigos dos filhos e que isso exige tratamento de igual para igual. Mas, na verdade, eles são modelos. E, como as crianças são um terreno fértil, tudo o que cai sobre nelas pode germinar", diz a terapeuta Rosana Galina, em entrevista à revista Ana Maria.

Embora em alguns momentos os pequenos pareçam distraídos com a TV ou com os brinquedos, o fato é que estão o tempo todo ligados no que acontece a sua volta. São verdadeiras 'esponjinhas', que absorvem tudo! Por isso é tão importante medir as palavras antes de sair falando tudo na frente delas.

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Segundo a especialista, além de cuidar do que falam, os pais também devem monitorar o que as crianças veem na TV ou na internet. Comentar, por exemplo, que a vizinha transa com muitos homens pode ser normal entre adultos, mas não é saudável para os menores. Crianças não têm maturidade para lidar com esse tipo de informação. O mesmo vale para cenas fortes de filmes e novelas. "A exposição ao sexo na infância traz uma sexualização antes da hora e indesejada", explica Rosana. A televisão está cheia, também, de outros temas negativos, como a falta de caráter de personagens de novelas e a violência no noticiário. "As crianças absorvem e guardam a informação. Depois, isso pode aparecer no comportamento delas, em forma de agressividade ou crueldade exageradas", alerta a terapeuta.


Abaixo os palavrões


Quando ouvem os adultos xingarem em casa os pequenos podem pensar que esta é uma atitude normal e tendem a agir do mesmo modo fora de casa. E se forem repreendidos pela professora, por exemplo, não entenderão o motivo. Cuide para que eles não sejam julgados como crianças mal educadas.


Outro bom motivo para evitar os palavrões: crianças não entendem direito o real significado das palavras chulas e acabam caindo no ridículo ao repetir coisas que nem compreendem. Se você não quer que seus filhos se exponham ao mundo dessa maneira negativa, esqueça o palavreado vulgar.

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Lembre-se ainda que o modelo familiar em que seus filhos crescem servirá de base para a família que construirão no futuro. Talvez, lá na frente, as pessoas com quem eles viverem não aceitem isso, dificultando seus relacionamentos. (Fonte: Ana Maria / MdeMulher)


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