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Direito de escolha

Mulher planeja data da própria morte e luta para que outros possam fazer o mesmo

Redação Bonde
24 out 2014 às 08:43

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Uma norte-americana de 29 anos, com câncer em estado terminal, planejou o dia em que deseja morrer. A data foi marcada para o primeiro dia do mês de novembro. Entretanto, antes de partir, Brittany Maynard tem lutado para pessoas que passam por situações semelhantes possam decidir como querem viver os seus últimos dias.

Em janeiro deste ano a jovem foi diagnosticada com câncer no cérebro, mas não se deixou abater. Mesmo doente ela se casou com Dan Diaz, seu namorado de anos, e o casal até pretendia ter filhos. A ideia foi descartada dois meses depois do casamento, quando Brittany recebeu uma notícia ainda mais devastadora: seu tumor tinha se transformado em uma forma agressiva de câncer conhecida como glioblastoma multiforme. Ela teria apenas seis meses de vida.

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Depois de concluir que as opções de tratamentos na Califórnia eram prolongadas e limitadas, ele decidiu que não queria usar o tempo que lhe restava dentro de um hospital.
"Eu considerei falecer sob cuidados paliativos na minha área da Baía de São Francisco próximo de casa", escreveu Maynard em uma artigo à CNN. "Mas, mesmo com medicação paliativa, eu poderia desenvolver uma potencial resistência à morfina e sofrer dores e alterações de personalidade e perda verbal, cognitiva e motora de praticamente qualquer tipo".


Em busca de uma morte digna, Brittany se mudou para Portland, no estado de Oregon, onde ela poderia fazer valer a Oregon Death With Dignity Act, (ou Lei da Morte com Dignidade, em tradução livre). Adotada em Oregon, essa lei permite que adultos mentalmente competentes com doenças terminais e com menos de seis meses de vida acabem com suas vidas ao tomar uma medicação administrada por eles mesmos, prescritas por um médico.


"Eu tenho tomado medicamentos há semanas. Não sou suicida. Se eu fosse, eu teria optado pela outra medicação há muito tempo. Eu não quero morrer", escreveu Maynard no artigo à CNN. "Mas eu estou morrendo. E eu quero morrer em meus próprios termos".


Para qua mais pessoas possam fazer suas próprias escolhas e morrer com dignidade, no início de outubro a jovem lançou uma campanha chamada The Brittany Brittany Fund, em parceria com a Compassion & Choices (Compaixão & Escolhas, em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos que trabalha para ampliar as opções de escolha de pacientes terminais. A campanha é para aumentar a conscientização sobre a necessidade generalizada de morte com dignidade em todo o país. Atualmente, apenas os estados Oregon, Washington, Montana, Vermont e Novo México possuem as chamadas Leis de Morte com Dignidade.


"A coragem de Brittany em contar sua história enquanto ela morre e alertar todos os americanos para a escolha da morte com dignidade, é altruísta e heroica", disse Barbara Coombs Lee, a Presidente de Compassion & Choices, em comunicado à imprensa fornecido ao The Huffington Post. "A maioria das pessoas não tem a flexibilidade, os recursos e o tempo para se deslocarem com suas família para estabelecer residência em uma jurisdição de morte-com-dignidade e ganhar a opção de morrer em seus próprios termos".

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Em um vídeo produzido para a campanha, Brittany diz que sente enorme alívio por saber que ela não terá que sofrer. "Espero aproveitar, no entanto, os muitos dias que me foram dados nesta bela Terra e passar lá fora o máximo de tempo que puder, cercada por aqueles que eu amo. Espero morrer em paz", conclui. (Fonte: The Huffington Post)


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