Família

Notas baixas? O psicopedagogo pode ajudar

31 dez 1969 às 21:33

O primeiro bimestre do ano letivo já foi concluído e a maoria das escolas começa a entregar o primeiro boletim do ano. Este resumo do desempenho escolar dos filhos pode significar orgulho para muitos pais ou, para outros, ser motivo de preocupação. Um boletim coberto por notas vermelhas costuma assustar a maioria dos pais. "As notas baixas são a ponta de um iceberg, que pode esconder diferentes questões", destaca Márcia Guido, psicopedagoga da Cia do Adolescente & Família. Para a especialista, antes de qualquer medida é necessário diagnosticar a razão da baixa performance escolar da criança ou do adolescente.

Entre os aspectos mais simples, destacam-se os problemas de visão. "Alunos que não enxergam bem costumam apresentar desempenho inferior", comenta Márcia. Para descartar, uma avaliação oftalmológica é indicada. Outra possibilidade observada é a dispersão, característica da criança que perde a concentração com facilidade, é desorganizada e se esquece de tarefas e compromissos relacionados às atividades diárias. "Nesse caso, o psicopedagogo cria estímulos para que o pequeno paciente se concentre", explica Márcia.


Para algumas crianças, a questão está ligada à necessidade de acompanhamento individualizado. Elas não apresentam independência para estudar, necessitando de atenção maior. "Essas são as que sofrem com o atual sistema das grandes escolas, nas quais as turmas são grandes e o ensino é pasteurizado. Em uma escola com metodologia diferenciada, o problema tende a desaparecer", exemplifica a psicopedagoga.


Queda Repentina


Mudanças são sinal de alerta, inclusive no boletim escolar. Para a hebeatra Mônica Mulatinho, diretora da Cia do Adolescente & Família, os pais devem redobrar a atenção quando os filhos apresentam súbita queda no rendimento. "Trata-se de uma forma de expressão da criança e do adolescente, que de maneira simples quer dizer que algo não vai bem com ele. Como se trata de um período de intensas transformações, é papel da família estar atenta, fornecendo suporte afetivo e profissional quando necessário", enfatiza a médica.

Nesses casos, o trabalho do psicopedagogo começa com os pais, através de uma anamnese que visa levantar todo o histórico da criança - desde as primeiras aprendizagens, como andar e falar, até os dias atuais. "Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, menor é o impacto psicossocial das notas baixas, que costumam afetar a auto-estima e as relações interpessoais do aluno", finaliza Márcia Guido. (Das agências)


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