Família

Pais devem conhecer vacinas que não são oferecidas no SUS

31 dez 1969 às 21:33

Em geral, os pais preocupam-se com o futuro dos filhos antes mesmo do nascimento. Imaginam a personalidade da criança, o quanto será parecida com o pai e a mãe, que atividades desenvolverá. Mas, para realizar os inúmeros planos e seus próprios desejos, os cuidados com a saúde na infância serão essenciais. Na medida do possível, vale promover o aleitamento materno, garantir um plano de saúde e escolher um bom pediatra.

Outro quesito fundamental na infância é a imunização. Isso porque o sistema imunológico da criança está em formação, o que a torna vulnerável. Doenças como a meningite podem comprometer o desenvolvimento e deixar seqüelas por toda a vida. "A vacina estimula o organismo a produzir anticorpos contra vírus ou bactérias, protegendo das doenças que muitas vezes estão presentes no ambiente ou no contágio com pessoas infectadas", explica a infectologista Eliana Bicudo, Diretora da Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias (CLIDIP), em Brasília.


A gripe é um exemplo de doença que afeta anualmente milhões de pessoas, por um vírus com capacidade de mutação muito alta e transmissão através das vias respiratórias. Além de causar indisposição e mal estar, pode complicar o quadro com infecções ocasionadas por bactérias. Os riscos são ainda maiores em crianças. "Mais uma vez a vacinação é o caminho para a prevenção", comenta a médica.


Embora algumas vacinas não estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), como é o caso da Influenza, para gripe, e mesmo a da meningite, elas podem ser encontradas em clínicas particulares. "Os organismos infecciosos normalmente estão presentes no ar e quando entram em contato com uma pessoa vacinada encontram um sistema que defende e combate a doença", explica Eliana Bicudo.

No caso da meningite - infecção das membranas que recobrem o cérebro, pode estar relacionada a um quadro infeccioso respiratório. "Amigdalites e otites, quando mal curadas, podem adentrar a cavidade craniana e contaminar as meninges", alerta. Sintomas como cefaléia, náuseas, confusão mental e rigidez na nuca são normalmente detectados por adultos, porém, nas crianças o diagnóstico é dificultado, pois elas não apresentam cefaléia e dor nas meninges. "Prevenir ainda é o melhor remédio. A imunização é um investimento necessário em qualquer idade", destaca a infectologista.


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