Os pais são a fonte mais importante de informação sobre sexo para os jovens atingirem altos níveis de confiança sexual, de acordo com a pesquisa The face of Global Sex 2008 - Sexual Confidence (A Face Global do Sexo - Confiança Sexual), promovida pela fabricante de preservativos Durex Network. O estudo traz informações sobre a consciência e a confiança em relação ao sexo.
Para a realização do estudo científico foram entrevistadas 26 mil pessoas de 26 países nos cinco continentes. O relatório traz informações sobre a consciência e a confiança das pessoas em relação ao sexo, e tem por objetivo oferecer uma perspectiva única sobre as variáveis que influenciam as pessoas a tomarem decisões confiáveis sobre sua vida sexual.
Informações sobre sexo
O Brasil também ficou na primeira colocação (índice de 80%) em relação à segurança em buscar informações sobre sexo, seguido por Áustria (78,1%), México (77,5%), África do Sul (77,4%) e Nigéria (77,1%). O Japão ficou na última colocação, com índice de 42,4%.
Mas, em relação à principal fonte de educação sexual, o brasileiro inclui os amigos como principal referência (75%), seguidos por revistas (71,4%) e livros (51,9%). Os pais aparecem apenas em sétimo lugar, com 33% das referências brasileiras. Segundo Miguel Fontes, cientista em saúde pública da Johns Hopkins University, diretor da consultoria de marketing social John Snow Brasil e um dos coordenadores da pesquisa, apesar de não constarem como a fonte mais citada, os pais possuem papel fundamental na orientação sexual dos jovens e são responsáveis pelos maiores níveis de confiança sexual. "Esta constatação nos surpreendeu, pois os pais são a fonte de informação que tem mais impacto na confiança sexual de uma pessoa. Apesar de falarmos muito de sexo com os amigos, não é a opinião deles que respeitamos", afirma Fontes.
Sentir-se seguro em relação ao sexo está associado, também, à idade da primeira educação sexual formal. Segundo a pesquisa, países que oferecem orientação sexual cedo têm menos estigmas e ansiedade em relação ao sexo e a falar sobre o assunto e aponta que a idade da primeira educação sexual formal é diretamente proporcional ao nível de confiança. O país em que a formação dos jovens acontece mais cedo é o México (12 anos), seguido de Japão (12,3 anos), Áustria (12,4 anos), Dinamarca (12,4 anos) e Alemanha (12,7 anos). O Brasil ficou em 14º lugar, com os jovens recebendo as suas primeiras instruções por volta dos 13 anos. De acordo com o estudo, a idade ideal para se iniciar a educação sexual seria de dez anos.
Gravidez e DST
Apesar de serem os mais confiantes em relação ao sexo, os brasileiros ocupam apenas a 5a posição quando o assunto é evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a 4a em confiança em como evitar a gravidez. A primeira colocação nos dois casos é da África do Sul, com 89% de confiança, e a última de Hong Kong e Singapura, respectivamente, com aproximadamente 65%.
Em relação ao Brasil, o estudo apresenta uma descoberta surpreendente neste aspecto: o governo brasileiro é uma importante fonte de orientação sexual para o aumento da confiança na prevenção de DST. "Isso é um indicativo de que o programa nacional de prevenção à doenças sexualmente transmissíveis é reconhecido pelos cidadãos para melhorar sua confiança em conhecimento e prevenção, atitudes e práticas", destaca Miguel Fontes. "Apesar disso, o programa governamental não é efetivo para aumentar os níveis de confiança nos outros quesitos - ter uma vida sexual feliz, saber onde buscar informações e planejamento familiar."
Segurança Sexual
Os brasileiros são os mais confiantes do mundo em ter uma vida sexual feliz e satisfatória. Os mexicanos ficaram em segundo lugar, com índice de 78,4%, seguido por Nigéria (78,2%), Espanha (76,1%) e África do Sul (75,8%). Os japoneses figuram em último lugar, com índice abaixo de 54,3%.
"Os resultados orientam os programas de educação sexual para um caminho mais efetivo e soluções mais sustentáveis. Destaco em particular, a importância do trabalho de múltiplas fontes em conjunto para aumentar o conhecimento sobre sexo, que demonstrou ser um fator de sucesso claro em alcançar altos níveis de confiança sexual", diz o Vice-presidente da Durex Network, Peter Roach.