06/05/21
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Problemas com infertilidade

Reprodução Assistida: descubra quatro mitos sobre o assunto

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Mesmo com tanta informação disponível, a infertilidade ainda está rodeada de tabus. O peso do sucesso da fecundação, por exemplo, costuma ficar centralizado na mulher. Para a Dra. Paula Fettback (@paulafettback), ginecologista especializada em infertilidade de alta complexidade, é preciso reforçar a comunicação sobre o tema. Estima-se que até 15% dos casais precisarão de algum tratamento para engravidar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, cerca de 8 milhões de indivíduos podem ser inférteis (ASRM e ESHERE - OMS).


"Nos últimos 10 anos, vimos um aprimoramento considerável das abordagens terapêuticas para Reprodução Assistida e, com isso, a melhora de uma série de fatores, como a redução dos efeitos colaterais”, adianta a médica, que é doutora pela Faculdade de Medicina da USP. A médica informa que esse e outros fatores, como a tendência de as mulheres adiarem a primeira gestação para focar na carreira, são responsáveis pelo aumento de 50% na procura por congelamento de óvulos nos últimos três anos na clínica em que trabalha.

Para ajudar a desmistificar o tema, reunimos algumas das principais dúvidas sobre o tratamento de infertilidade:

"Só posso congelar óvulos até 35 anos de idade”

Até essa faixa etária, a taxa de sucesso no descongelamento chega a 90%, segundo a médica. Os óvulos jovens têm perda menor e é necessária uma menor quantidade para o congelamento. Depois desta idade, inicia-se um processo de queda considerável da qualidade dos óvulos. Entretanto, não há uma lei no Brasil que limite o prazo para realização do procedimento.

"Vou engordar muito!”

São utilizados medicamentos para estimular uma ovulação mais consistente, ou seja, com foco em proporcionar uma chance maior de sucesso no procedimento. Os medicamentos têm sim efeitos colaterais, como queda na libido, alterações de humor, inchaço, mas costumam ser leves e transitórios. A relação com aumento de peso, portanto, é improvável. Por outro lado, a obesidade costuma ser um fator de risco para a fertilidade e a gestação.

"A mulher é quem não engravida”

Em primeiro lugar, não é a mulher que "não engravida”, mas o casal. Doenças como endometriose, ovários policísticos e idade acima de 35 anos, de fato, podem interferir na fertilidade da mulher. Há, entretanto, 30-35% de homens que também apresentam algum problema de fertilidade. "Por isso, é fundamental fazer a investigação diagnóstica no casal, não apenas na mulher, entendendo particularidades para uma atuação personalizada”, lembra a médica.

"É muito caro”

A Reprodução Assistida é um procedimento que requer, sim, um valor de investimento, sem cobertura por planos de saúde. Hoje em dia, porém, está consideravelmente mais acessível. "Atualmente, há tratamentos com um custo até 20% mais acessível por conta da variação de medicamentos, com a mesma eficácia”, afirma ao lembrar que a indicação dependerá de uma série de fatores clínicos.

Gestação tardia

O sucesso de uma futura gestação depende de questões como a idade, mas também da presença de doenças como endometriose ou problemas autoimunes, menopausa precoce ou, ainda, a quantidade de óvulos captados. É preciso levar em consideração a idade da paciente no momento do congelamento e, depois, na gestação. A literatura médica define que é necessário captar uma média de 12 a 20 óvulos. Quanto mais avançada a idade da paciente, maior a quantidade de óvulos a ser captada.

Em relação à gestação, desde 2011 não há mais no Brasil um limite de idade para a transferência de óvulos (gestação a partir de óvulos congelados). "Precisamos levar em consideração o bom senso e a individualidade de cada caso”, salienta a Dra. Paula. Gestações em mulheres com mais de 40 anos, segundo a especialista, exigem avaliações mais aprofundadas como a cardiológica e endocrinológica. O objetivo é entender se há doenças de base que possam inviabilizar o procedimento, como obesidade, hipertensão, diabetes.

A gestação gemelar é contraindicada para mulheres acima de 40 anos, mas especialmente acima de 50 anos. Para isso, recebem apenas um embrião no procedimento. Há um risco aumentado de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, trabalho de parto prematuro, entre outras complicações. "Mesmo na menopausa, o útero responde ao estímulo da gestação e a mulher pode ter uma gestação normal, já os ovários não, eles são diretamente dependentes do tempo. Por isso, o sucesso de gestações tardias tem forte relação com a idade de congelamento dos óvulos e com o estado geral de saúde da paciente”, afirma.

A especialista finaliza: "a Reprodução Assistida tem boas taxas de eficácia de acordo com a idade do óvulo. Por isso, é uma alternativa importante para quem tem o desejo de aumentar a família e possui indicação para tratamento”.
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
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