Escolher um nome para seu filho é um das mais importantes decisões que você tomará na sua vida... e na dele. Por isso, o momento pede muita reflexão e bom senso. Durante a gravidez não faltam palpites. Mãe, sogra, amigos, todo mundo tem uma sugestão. O coro de opiniões pode até ajudar, mas também pode atrapalhar. Na ânsia de agradar ou homenagear os avós do bebê, muita gente acaba cedendo e usando combinações nada sonoras para dar nome à criança.
Hoje existem várias fontes de inspiração como novelas, revistas, livros, e até recursos tecnológicos como aplicativos, que podem ajudar na hora da escolha. Mas, seja qual for o nome pretendido, certifique-se de que ela segue alguns critérios para evitar que seu filho sofra constrangimentos no futuro. Para definir o nome pense em primeiro lugar no bem-estar do seu herdeiro, em como ele se sentira usando determinado nome, se o nome em questão não dará margem para apelidos grosseiros e debochados, se tem sonoridade e se é fácil de escrever, por exemplo.
Para ter mais tranquilidade na fase da escolha, tente deixar a discussão o mais restrita possível. Depois, apenas comunique a todos sua decisão (ou do casal). E tenha em mente que sempre vai ter alguém que vai torcer o nariz para a sua escolha. Como gosto é algo muito pessoal, você jamais vai conseguir agradar todo mundo.
Tipos de nomes
Especialista em onomástica (estudo dos nomes próprios) e antroponímia (estudo dos nomes de pessoas), a linguista Maria Vicentina do Amaral Dick divide os nomes próprios em dois grupos: os perenes, que são aproveitados sempre, como os bíblicos, e os de moda, que caem no gosto popular de tempos em tempos. "O que leva à escolha de determinado nome é a emoção, o amor, a familiaridade, as lembranças, a sonoridade. Existem os pais práticos, que vão pelos nomes da moda e não se dão ao trabalho de descobrir os significados, e os que estudam e procuram o que quer dizer para decidir de acordo com seu modo de pensar", enumera.
"Na sociedade, existem picos de nomes simples e complicados. Há poucos anos, quanto mais letras dobradas, sem valor fonético (como "h"), ou pouco usadas (como "y"e "w"), melhor era o nome. Hoje, os simples estão em alta", analisa.
Antigamente, os cartórios nem registravam nomes grafados de forma incorreta. Eles tinham uma cartilha para consultar e corrigiam antes de escrever no documento. Atualmente, os pais são os únicos responsáveis pelo nome que vão dar aos filhos.
Cuidados básicos
Confira alguns cuidados que você deve ter antes de fazer sua escolha definitiva: