Pesquisar

Canais

Serviços

O estudo acompanhou crianças do nascimento aos 11 anos - Reprodução
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Estilo de vida

Sedentarismo pode elevar risco de asma em crianças

BBC Brasil
31 dez 1969 às 21:33
Continua depois da publicidade

Crianças pequenas que passam mais de duas horas por dia assistindo à televisão correm duas vezes mais risco de desenvolver asma, de acordo com um estudo britânico publicado na revista de medicina respiratória Thorax.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE

Os cientistas dizem, contudo, que o problema se deve menos à TV em si e mais ao estilo de vida sedentário ligado ao hábito de assisti-la.

Continua depois da publicidade


Os pesquisadores acompanharam mais de 3 mil crianças britânicas desde o nascimento até os 11 anos e meio. Todos os anos, os pais respondiam a um questionário sobre sintomas de problemas respiratórios em seus filhos e se um médico diagnosticou asma.


Os pais também foram requisitados a acompanhar os hábitos de assistir à televisão dos filhos a partir dos três anos e meio de idade. Nenhuma criança pequena ou bebê apresentava problemas respiratórios no início da pesquisa, mas aos 11 anos e meio, 185 crianças (6%) tinham desenvolvido asma.


Horas diante da TV

Continua depois da publicidade


E crianças que assistiram à TV durante mais de duas horas por dia apresentaram quase o dobro de possibilidade de ter sido diagnosticadas com asma do que as que assistiam menos à televisão.


Entre as crianças com asma, 2% não assistiam à TV, 20% assistiam por menos de uma hora por dia, 34% praticavam o hábito entre uma e duas horas e 44% assistiam à televisão durante mais de duas horas por dia.


Pesquisadores ressaltaram que, como nenhuma criança apresentava problemas respiratórios aos três anos e meio, é pouco provável que as crianças que desenvolveram asma tenham sido forçadas a fazer menos exercícios desde tenra idade justamente por causa dos sintomas da doença.


Eles especulam que a inatividade é uma explicação para os resultados obtidos, partindo-se da premissa de que as crianças que assistem mais TV têm vidas menos ativas - os cientistas não monitoraram diretamente os níveis de exercício das crianças durante o estudo.


No final do estudo, quando as crianças tinham 11 anos e meio, constatou-se pouca diferença nos níveis de exercício físico entre os que desenvolveram asma e os que não desenvolveram.


O co-autor do estudo, James Paton, da Universidade de Glasgow, disse: "Nós achamos que o problema é inatividade, não assistir à TV."


"Pode haver um período cedo na vida quando as atividades fazem alguma coisa para proteger os pulmões. Pode ser que ao não ficar sentado parado você acabe respirando profundamente e isso pode ser importante no longo prazo", argumenta Paton.

A pesquisa ainda sugere que padrões respiratórios podem ser importantes para os músculos das vias respiratórias.


Continue lendo

Últimas notícias

Publicidade