Mais de 150 mil brasileiros – 48 mil mulheres e 102 mil homens – em busca de sexo fora do casamento já criaram perfis no Ohhtel (www.ohhtel.com) em menos de um mês de operação do site no Brasil. O interesse dos brasileiros pelo polêmico serviço – que oferece sigilo e anonimato para casados que buscam encontros sexuais discretos e sem compromisso posterior – supera por larga margem a procura nos EUA, Canadá, Argentina e Chile, demais países em que o site de relacionamento está disponível. A maior concentração de usuários está em São Paulo (36%), Minas Gerais (16%) e Rio de Janeiro (13%).
"Na primeira semana de lançamento no País, recebemos uma inscrição a cada 10 segundos. É alucinante, a maior procura em todos os países que operamos, três vezes mais que nos EUA e o dobro da Argentina. Nesse ritmo, fecharemos 2011 com 300 mil usuários no Brasil", diz a brasileira Lais Ranna, vice-presidente de operações do Ohhtel no Brasil. O serviço foi criado em 2009 nos EUA – onde tem 1,3 milhões de usuários. Na Argentina, 60 dias após o lançamento, o site contava com 75 mil pessoas inscritas – um número já superado em 10 dias no Brasil.
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No Brasil, para os homens que já adquiriram um dos pacotes (Bem Vindo, Executivo e Presidencial) a proporção é de um homem para cada mulher cadastrada. A média de idade é de 39 anos para os homens e 33 para as mulheres. "Somos 100% gratuitos para as mulheres e especialmente dirigidos para elas. Agora as mulheres brasileiras também podem ter encontros com segurança e discrição usando o Ohhtel, sem os riscos de serem flagradas em bares, em relações no trabalho ou com pessoas próximas", diz Lais Ranna.
Maioria trairia se não fosse descoberta
Antes de chegar ao Brasil, o Ohhtel realizou pesquisa com 2.500 brasileiros e a maioria – 81% dos homens e 51% das mulheres – afirmou que teria um caso se tivesse a certeza de que nunca seria descoberta; 19,2% disseram viver em casamentos sem sexo (com menos de uma relação sexual por mês) e 51% se declararam insatisfeitos com a vida sexual. O principal motivo apontado pelos homens brasileiros é a frequência das relações (53,8%), o tédio na cama (19%), a falta de romance (16%) e a duração (10%). Já as mulheres dizem que o problema está na falta de romance (39,2%), na frequência das relações (35,7%), na duração (23%) e no tédio (2%).
Usuários já tiveram caso e não querem divórcio
Pesquisa realizada junto aos usuários do Ohhtel nos EUA e na Argentina mostra que 85% já tiveram pelo menos um caso antes de buscar os serviços do site e 82% afirmam que não querem e nem pensam em divórcio. "O Ohhtel não convence ninguém a ter um caso. As pessoas fazem essa escolha com base em circunstâncias de sua própria vida", diz Lais Ranna. "Nós oferecemos a opção mais discreta e segura para quem busca um amante secreto e não quer colocar o casamento em risco. Em outras palavras, a infidelidade pode salvar o casamento".
Os planos de expansão não param por aqui. Até 2012, a empresa quer ter o domínio completo de todo continente. Os próximos destinos já traçados pelo Ohhtel são México e Colômbia, respectivamente em setembro e outubro deste ano.