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Terapia hormonal: qualidade de vida na menopausa

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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A menopausa é uma nova fase na vida da mulher que pode ser vivida de modo pleno e saudável. A mulher moderna é mais madura, muitas vezes trabalha fora e quer mais tempo para si, maior independência e tranqüilidade. Para que continue sua vida sem complicações é que a professora Eliana Petri Nahás, da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP) – Unesp, sugere que as mulheres nesta fase procurem um médico e peçam orientações sobre a chamada terapia hormonal.

Aproximadamente 85% das mulheres sofrem com os desconfortos causados pela menopausa. Segundo pesquisas, a mulher latino-americana entra na menopausa, em média, aos 48,6 anos. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 2005, sobre o perfil da mulher no climatério (fase da vida da mulher que antecede a menopausa e em que há uma diminuição dos hormônios sexuais), mostra que 74% das mulheres brasileiras nunca fizeram terapia hormonal; 18% delas se submeteram ao tratamento em algum momento e apenas 8% o fazem atualmente.

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"Talvez falte ainda muita informação. Acredito, também, que os níveis intelectual e social influenciam bastante, pois para as mulheres de baixo poder aquisitivo é mais difícil o acesso ao médico e a medicamentos", explica a especialista. Segundo ela, nos dias de hoje, a mulher de meia-idade está numa fase de franca produção, tendo muito a oferecer ao mundo e em condições de usufruir muitos prazeres da vida. "Por estas razões não devemos deixar que a menopausa impeça a mulher moderna de viver a plenitude de sua maturidade", afirma a médica.


Sintomas


Os sintomas mais freqüentes da menopausa são ondas de calor (fogachos), suores noturnos, irritabilidade, insônia, perda de concentração, humor instável, apatia e diminuição do desejo sexual (libido), decorrente da perda de lubrificação e elasticidade vaginal. Há casos mais graves de ansiedade, fadiga, depressão, perda de memória, ocasionadas pelos transtornos do período.


Para alcançar o bem-estar físico e psíquico e o alívio dos sintomas, a recomendação é o auxílio de um médico especialista para orientar sobre a terapia hormonal, eficaz para reposição dos hormônios muito semelhantes àqueles antes produzidos pelos ovários no corpo feminino. O método é feito a partir do próprio hormônio natural da mulher – o estrogênio – ou de uma substância sintética semelhante ao hormônio, que proporciona mais qualidade de vida.


A médica explica que os primeiros cinco anos de falência dos ovários (climatério e menopausa) são os mais importantes para a intervenção hormonal, pois acredita-se que o hormônio estrogênio tenha efeito protetor nas coronárias, impedindo a formação de placas ateroscleróticas – causa de doenças cardiovasculares. "Além disso, a terapia estrogênica estabiliza a perda dos osteoclastos, prevenindo a osteoporose. Mulheres que fazem reposição hormonal têm uma proteção óssea seis vezes maior", diz a especialista.

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A mulher deve, ainda, procurar um médico regularmente, fazer exame ginecológico físico geral, controlar a pressão, ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas – que favorece o aumento da massa óssea e ajuda a melhorar a auto-estima. A redução da ingestão de calorias e a alimentação baseada em frutas, legumes e cálcio visam à reposição adequada de massa óssea. São mudanças simples no estilo de vida, mas que trazem muitos benefícios para as mulheres na menopausa.


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