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Mudança de hábitos

Pais divorciados se revezam na casa dos filhos com o Birdnesting

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
06 set 2021 às 17:03
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A pandemia tem provocado alterações mais agudas nas condutas das pessoas, não só em relação às suas atividades emocionais e psicológicas, como também nas conjugais (ou ex-conjugais). Algumas tendências, que já eram praticadas antes, acabam sendo reavivadas por influência de um acontecimento como esse.

O “Birdnesting” é um desses fenômenos, que já existia, mas foi potencializando nessa pandemia, sendo chamado de “Pandemic Birdnesting”. O psicólogo e especialista em relacionamentos, ansiedade e síndrome do pânico, Alexander Bez, explica: “Ambas as terminologias diz respeito a se ter um rodízio de visita na separação, não diretamente a companhia dos filhos, mas sim em habitar cada pai de uma vez na mesma casa, mesmo estando separados!”.

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As habituais segundas casas para as crianças deixam de existir, elas possuem um lar fixo, mantendo suas coisas e itens pessoais no mesmo local e quem faz o rodízio na verdade são os pais, que se locomovem e revezam entre si a cada semana.

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“A mentoria parental se dará pelo intermédio de um só pai naquela semana, modificando um pouco a “guarda compartilhada”, alterando profundamente suas propostas e configurações habituais e mudando o padrão”, destaca o Dr. Alexander.


Nos EUA e em alguns países da Europa já é possível observar o aumento dessa prática. Um dos pontos positivos é a preparação da criança para a separação dos pais e, assim, ter menos conflitos por ter uma só casa. Além disso, os filhos se sentem protegidos por continuarem em seus lares de origem, daí o nome “Birdnesting”, ou em português, ninho de nascimento.

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Por outro lado, não há muito conforto emocional aos pais, esse conforto é focado aos filhos. Segundo Bez, “No Birdnesting, os pais não podem dividir a mesma casa, ou ficam em casa de algum parente, ou ainda têm uma moradia a mais para ficar na outra semana. Cada pai deve ter sua própria casa!”, ressalta o psicólogo.


A prática é uma etapa transitória e deve ser antes conversada com os filhos para que entendam e saibam o porquê, sem criar demais conflitos. O tempo de duração não é padronizado, principalmente num “Pandemic Birdnesting”, mas de acordo com muitas famílias que o praticam, usualmente até terminar o processo de divórcio, não devendo se estender mais do que 2 anos.

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