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Educação ligada ao campo

Comunidade luta contra fechamento de escola rural na Usina Três Bocas, em Londrina

Pedro Marconi - Grupo Folha
22 nov 2021 às 16:10
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Um grupo formado por pais e moradores da zona sul de Londrina se juntaram para mostrar descontentamento com a decisão do município de fechar a escola municipal rural Machado de Assis, na Usina Três Bocas. Nesta segunda-feira (22), os envolvidos promoveram uma manifestação em frente à unidade, que fica às margens da Rodovia João Alves da Rocha Loures, para pedir que a prefeitura volte atrás na posição. 

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A escola completou 73 anos de história e atende 133 crianças do P4, P5 e ensino fundamental. São meninos e meninas de diversas localidades, como Fazenda Nata, Recanto da Nata, Cambezinho, Água de Pirá, União da Vitória, além da própria Três Bocas. “Nós queremos que as crianças continuem recebendo o ensino rural, uma educação ligada ao campo. Temos muitos filhos de produtores rurais”, criticou a vendedora Maria Marli de Oliveira, que tem um filho de nove anos matriculado na escola. 

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As famílias relataram que foram chamadas via redes sociais para comparecer à escola, ficando sabendo sobre o fechamento e a necessidade de matricular os filhos em outro lugar há aproximadamente dois meses. Entre as opções oferecidas estão a escola do distrito de Maravilha, que fica a cerca de 15 quilômetros de distância do atual espaço, e a unidade Buriti, que está sendo construída como contrapartida por uma loteadora perto da unidade dois da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina), e fica a dois quilômetros do prédio que as crianças frequentam hoje. 


“É muito complicado. Minha filha já sai de casa por volta das 6h45 para chegar na escola 7h50. É praticamente uma hora de ônibus. Mudando de lugar vai ficar mais longe e difícil para as famílias. Tem mãe com filho pequeno e só com um carro em casa e que o marido precisa para trabalhar ou nem isso. Como vamos fazer para ir buscar, por exemplo, se acontecer alguma coisa, passar mal?”, questionou a diarista Rosana Rodrigues Bastos. 


Outra desaprovação é em relação a forma como o assunto teria sido conduzido pelo município, sem debate. “Tiveram muitas informações ocultas. Chamaram para tratar sobre matrícula, muitos pais não vieram e na verdade a reunião foi para falar da saída da escola. Tínhamos um grupo WhatsApp da escola aberto e foi fechado pela direção depois que passamos a nos organizar”, contou Bastos. “Minha filha estuda aqui há três e o ensino é muito bom, ela gosta, se desenvolve bem”, acrescentou. 

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Conheça o posicionamento da Prefeitura de Londrina sobre o caso na FOLHA

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