Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Análise

Cresce número de graduados trabalhando em postos de menor escolaridade

- Tomaz Silva/Agência Brasil
Redação Bonde com Agência Brasil
30 nov 2023 às 14:43
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

O número de pessoas ocupadas que têm ensino superior completo cresceu 15,5%, entre 2019 e 2022. A alta, no entanto, é maior em ocupações que não exigem esse nível de escolaridade. A pesquisa foi feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em dados da PnadC, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 


Publicidade
Publicidade

O número de ocupados com ensino médio completo cresceu 7,1% e o número total de ocupados aumentou 4%. “Nesse sentido, o aumento de ocupados com maiores níveis de instrução acompanhou a ampliação da escolaridade da sociedade brasileira como um todo”, diz o Dieese.

Leia mais:

Imagem de destaque
Confira!

Concurso da prefeitura de Londrina divulga cargos e banca organizadora

Imagem de destaque
Confira

Estudo mostra que Viagra pode estar associado à redução de casos de Alzheimer

Imagem de destaque
Aprovados

Instituições publicam resultado da lista de espera do Sisu

Imagem de destaque
Não se perca!

Prazo para pagar inscrição do concurso nacional unificado termina nesta sexta


A tendência reflete o número de pessoas em idade ativa, ou seja, de 14 anos de idade ou mais, com ensino superior completo, que aumentou 14,9% na comparação entre 2019 e de 2022. Isso equivale a cerca de 3,7 milhões a mais pessoas com tal qualificação.

Publicidade


O maior crescimento percentual foi no ensino superior. No ensino médio completo, a quantidade de pessoas em idade ativa que atingiram esse nível de escolaridade cresceu 5,9% no mesmo período. Entre os que têm ensino fundamental completo, houve queda de 4,6%. O total de pessoas de 14 anos ou mais subiu 2,9%.


O Dieese destaca, no boletim, que o fenômeno do aumento da escolarização, especialmente no ensino superior, já ocorre há vários anos em decorrência da ampliação das universidades públicas e de programas federais de acesso e financiamento às universidades privadas, principalmente a partir do início dos anos 2000.

Publicidade


O Departamento segue ainda destacando a dificuldade que as pessoas com ensino superior completo têm de conseguir um emprego compatível. “Porém, percebe-se cotidianamente a dificuldade das pessoas com diploma de nível superior de conseguir algum trabalho compatível com essa escolaridade, devido aos problemas estruturais da economia brasileira, que apresenta crises recorrentes e baixo crescimento, especialmente nos últimos anos”, diz o texto.


O levantamento também aponta um aumento de 22% no percentual de pessoas com nível superior trabalhando como balconistas e vendedores de loja e 45% no número de pessoas trabalhando como profissionais de nível médio de enfermagem.

Publicidade


O Dieese ainda fez um recorte para motoristas e entregadores por aplicativo. Dos 704 mil motoristas de aplicativo, cerca de 86 mil têm ensino superior completo, excluindo os taxistas. O maior número é de profissionais com ensino médio completo (461 mil). Entre os entregadores, do total de 589 mil, cerca de 70 mil completaram o curso superior.


O rendimento médio, no entanto, caiu 0,5% para o total de ocupados. Entre os que têm ensino médio completo, a queda do rendimento real foi de 2,5% e, entre aqueles com ensino superior completo, de 8,7%.

Publicidade

No total de ocupados, o valor caiu de R$2.834 para R$2.819. Entre os ocupados com ensino médio completo, a média ficou em R$2.140 no ano passado e, em 2019, era de R$2.196. Entre aqueles com ensino superior completo os ganhos baixaram de R$6.188 para R$5.650.


O Dieese chama a atenção para que esses dados não sirvam de desestímulo para que pessoas de famílias de baixa renda cursem o ensino superior. “Mas, sim, para a discussão da necessidade de dinamizar e adensar a economia brasileira a fim de gerar postos de trabalho mais complexos”, diz o texto. 


A instituição lembra ainda que as informações mostram a necessidade de políticas públicas de financiamento para que pessoas de baixa renda acessem universidades.


Imagem
Tencati comemora acesso à Série B com o Criciúma e compara com trajetória vivida no Londrina EC
Depois de bater na trave duas vezes com o Londrina, o técnico Claudio Tencati conseguiu o sonhado acesso para a Série A com o Criciúma.
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade