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Por amor à profissão, professora de Londrina perde 40 kg e vence obesidade mórbida

Laís Magalhães - Estagiária*
01 mar 2021 às 11:28
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A rede municipal de ensino em Londrina tem atualmente 45 mil de alunos matriculados e 4,8 mil professores contratados, segundo a Secretaria Municipal de Educação. Em março de 2020, as aulas presenciais foram suspensas por conta do novo coronavírus, fazendo com que alunos e professores não tivessem o mesmo contato de antes.

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Para Leocir de Oliveira, professora há 19 anos, não foi diferente. "Ficar longe da sala de aula foi terrível", resume. Não ter certeza de quando retornar ao trabalho presencial e ver a situação da pandemia se agravando foi uma das piores partes para a professora.

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A escola municipal em que trabalha há três anos, José Garcia Villar, tem no momento 548 alunos matriculados. A educadora lembra que, em setembro de 2020, a prefeitura, com todos os cuidados, enviou para cada funcionário um questionário para conferir quem faz parte do grupo de risco para organizar o retorno gradual das aulas presenciais. A professora conta que um dos itens solicitados era o IMC (Índice de Massa Corporal) e, ao fazer a conta, percebeu que o resultado indicava obesidade mórbida. Com isso, ficou impossibilitada de voltar à sala de aula.


Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal


O resultado inesperado trouxe à professora a vontade de mudar o cenário para poder rever os alunos. "Ser professora é uma coisa que eu escolhi, que eu estudei, que eu amo. Eu amo fazer o que eu faço", frisa a educadora. Quando decidiu perder peso, Oliveira assinou um documento declarando que assumia a responsabilidade por ser do grupo de risco e voltar às atividades presenciais. Naquele dia, a professora iniciou a reeducação alimentar e exercícios físicos.

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"O momento que eu decidi sair da obesidade mórbida foi quando eu vi que eu era impedida de desenvolver aquilo que eu amo, que é trabalhar com os alunos", pontua a professora. Assim, a educadora eliminou 40 kg em cinco meses. Para ela, os exercícios, apesar de feitos em casa com segurança, eram dolorosos, e reeducar-se na questão alimentar foi difícil, mas hoje a professora ressalta que está feliz em poder voltar às atividades presenciais.


Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal


A educadora afirma que receber os alunos individualmente, com todos os protocolos de segurança, tem sido "um trabalho de formiguinha” muito gratificante. Vale lembrar que a entrevista para a reportagem foi feita na última sexta-feira (26), antes do decreto do lockdown estadual.


Confira o vídeo do relato:


*Sob supervisão de Fernanda Circhia e Larissa Ayumi Sato.


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