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Combate ao preconceito

Projeto da UEL, Entretons, desenvolve pesquisa sobre gêneros, subjetividade e identidade

Redação Bonde com Agência UEL
17 mai 2021 às 16:52
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Desde 2004, 17 de maio é o Dia Internacional Contra a Homofobia. A data foi escolhida especificamente para comemorar a decisão da Organização Mundial da Saúde em 1990 de desclassificar as pessoas LGBTIA+ como tendo distúrbio mental da CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde). Atualmente, a data é assinalada em mais de 130 países.

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Na UEL (Universidade Estadual de Londrina), o projeto de pesquisa e de extensão Entretons: Gênero e modos de subjetivação desenvolve uma série de ações orientadas para analisar desdobramentos das noções de gênero nos modos de subjetivação, promovendo uma crítica às noções tradicionais de identidade, subjetividade e orientação e entendendo que a construção de gênero nos modos de subjetivação se articulam a partir de perspectivas plurais. Os estudos tanto se baseiam na pesquisa documental de bases de dados quanto em revistas científicas de gênero. Como extensão, promove e atua em diversas iniciativas, acadêmicas e artísticas, muitas com alcance internacional.

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O Entretons existe desde 2020, mas é sequência de outros projetos semelhantes. Atualmente, abrange três projetos, de três centros de estudos distintos, coordenados pelos professores Flavia Fernandes de Carvalhaes, Departamento de Psicologia Social e Institucional, CCB (Centro de Ciências Biológicas), Régis Moreira, Departamento de Comunicação, do Ceca (Centro de Educação, Comunicação e Artes) e Marta Ramírez-Gálvez, Departamento de Ciências Sociais, do CCH (Centro de Letras e Ciências Humanas).


Segundo Régis, o projeto tem produzido muito material, conseguido expressiva participação e alcançado excelentes resultados. Exemplo é o programa "É babado, Kyrida”, veiculado na Rádio Alma. Outro são os cinco documentários individuais que geraram um sexto, o "Meu amor, Londrina é trans e travesti” – CONFIRA – que mostra como se formou a militância trans e travesti em Londrina.


Para o professor, o documentário tem grande importância, pois cria um registro e dá visibilidade a um movimento ignorado. Graças ao projeto, muitos trans e travestis participam de atividades, fazendo apresentações teatrais, palestras e debates, além de campanhas de arrecadação de cestas básicas, durante o período da pandemia.

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O próximo evento, segundo Régis, será no próximo dia 27 de maio, das 19 às 21 horas, com a live "Corpos importam”.


Parcerias – A professora Flavia Carvalhaes também destaca algumas ações, várias com parcerias interinstitucionais ou intersetoriais. Um exemplo é a organização de uma curso de formação para abordar questões de gênero voltado para a rede de serviços de saúde e assistência social do município. É uma ideia que está sendo desenvolvida em conjunto com a Secretaria Municipal da Mulher. Já com a equipe do Sebec (Serviço de Bem Estar à Comunidade da UEL), têm sido promovidas lives e rodas de conversa.


Outra instituição parceira nas discussões é a Alia (Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids). Flavia destaca ainda a criação, ainda em andamento, de um Observatório contra o feminicídio em Londrina, acompanhando os processos judiciais. Esta ação deve envolver diversas instâncias e instituições. A professora lembra também que o projeto reúne estudantes de diferentes cursos e até participantes de fora da UEL.


Bandeira trans - Para marcar o 17 de maio, uma intervenção artística foi realizada em Londrina, no cruzamento das ruas Benjamim Constant e da Avenida Rio de Janeiro, próximo à Praça Rocha Pombo, no Centro da cidade. Uma pintura, com as cores da bandeira do orgulho Trans, foi pintada na madrugada desta segunda-feira (17).


O ato simbólico foi organizado pela Rede LGBT Ubuntu, que nasceu durante a pandemia com objetivo de ajudar pessoas LGBTIA+ vulnerabilizadas socialmente; em parceria com o Coletivo ELityTrans e com a Frente Trans de Londrina. O objetivo é dar visibilidade positiva a esta população. Na praça escolhida para o ato, em 2019, um jovem foi assassinado, uma semana após o assassinato de outro, ocorrido no Bosque.

A esquina da intervenção reivindica também a memória desta população como produtores de memória e contribuições históricas na cidade, e por esse motivo a intervenção aconteceu próximo ao Museu Histórico da Cidade. Além disso, a Praça Rocha Pombo foi, durante muitos anos, local de trabalho da população travesti e trans.


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