30/05/20
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UEM perde 23% das bolsas de mestrado e doutorado da Capes

A UEM (Universidade Estadual de Maringá) perdeu bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para 2020.

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência <a href='/tags/brasil/' rel='noreferrer' target='_blank'>Brasil</a>


Pelas normas estabelecidas por meio da Portaria 034/2020 - Capes, que define os critérios para distribuição de bolsas, a UEM ficaria com 253 a menos que em 2019 para serem distribuídas aos estudantes dos programas de pós-graduação stricto sensu, perfazendo uma redução de 23,3% na comparação com o ano anterior.

O impacto só não foi maior para os cursos de mestrado e doutorado porque a UEM, por meio da PPG (Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação), conseguiu implantar e garantir outras 119 bolsas, que ficou com o chamado "bolsa empréstimo” para não prejudicar os atuais beneficiados. Ou seja, o aluno vai continuar recebendo normalmente o recurso até o final da vigência da bolsa.

A diminuição na quantidade de bolsas se deve ao fato de que a Capes, órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação), alterou os critérios de distribuição, modificando os pisos e tetos de cortes destes benefícios. Com isso, retirou bolsas de programas, principalmente de notas 3, 4 e 5, e as remanejou aos programas de maiores conceitos.

A segunda-feira (30) foi o último dia para que as instituições de ensino superior brasileiras fizessem o cadastramento das bolsas disponibilizadas para este ano.

No cômputo geral, a UEM cadastrou 950 bolsas (451 de mestrado e 499 de doutorado), ante as 1.084 do ano passado, representando redução de 12,4%. Segundo a PPG, nem todos os programas de pós-graduação stricto sensu perderam bolsas neste momento.

No total, 24 programas de mestrado e 12 de doutorado tiveram redução de bolsas. Porém, ontem a presidência da Capes encaminhou ofício à UEM informando a liberação de 15 bolsas de mestrado e 12 de doutorado, para implantação em programas da área de saúde, segundo o pró-reitor Clóves Cabreira Jobim.

Várias entidades representativas do setor cobraram, em nota publicada no dia 24 de março, a revogação da medida pela Capes. Já se manifestaram neste sentido, entre outras, o Foprop (Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação), a ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de ensino Superior (Andes - SN).
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
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