O goleiro Rogério Ceni se despediu das disputas da Copa Libertadores em uma noite em que o São Paulo amargou a sétima eliminação seguida para um rival brasileiro na competição. O Cruzeiro jogou melhor, fez 1 a 0 no tempo normal e 4 a 3 nos pênaltis, nesta quarta-feira, no Mineirão, e avançou às quartas de final.
No jogo, o São Paulo foi acuado e abdicou de arriscar. Já o Cruzeiro repetiu o que o adversário fez no Morumbi, ao atacar os 90 minutos e perder muitos gols. O goleiro tricolor esteve perto de ser herói e defendeu dois pênaltis. Ainda assim, não compensou as cobranças desperdiçadas por Luis Fabiano, Souza e Lucão.
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Os dois times passaram os 90 minutos bastante tensos. Isso fez a partida ter um ritmo impressionante e de muita exigência física. Eram equipes dedicadas a fazer um jogo aberto e dispostas a correr a todo instante.
O Cruzeiro passou a fase de grupos inteira sem levar gols em casa e por apostar nesse retrospecto, forçou o ritmo para manter a torcida acesa no estádio. Os mineiros ditaram uma enorme intensidade e jogaram a plenos pulmões, principalmente nos 15 minutos iniciais. Era velocidade, lançamentos longos e, a qualquer mínima chance, os jogadores chutavam de fora da área.
Sem dar refresco, o Cruzeiro escolheu o lado direito do ataque como o ponto a ser martelado até a muralha tricolor ceder. Marquinhos atormentava Reinaldo e o nervoso lateral saiu para o intervalo no lucro, pois levou um cartão amarelo e ainda mereceu receber outro.
O sufocado São Paulo estava sem válvula de escape e nem mesmo o retorno de Michel Bastos significou ganho de poderio ofensivo. Livre da dengue, o meia não demonstrou muita disposição e foi anulado por Mena e o time chegava mais na base da cadência.
O ritmo lento e paciente se transformou na postura mais adequada para tentar reduzir a pressão sofrida. Por alguns míseros minutos isso até deu certo e o time chegou a ter mais posse de bola.
Os dois técnicos estavam satisfeitos com o panorama e não fizeram alterações para o segundo tempo. O cruzeirense Marcelo Oliveira foi mais feliz na escolha e na enésima descida pelo lado direito a muralha cedeu. Mayke apareceu livre na área e rolou para Leandro Damião completar para as redes, aos 9 minutos do segundo tempo.
O gol deu mais ânimo ao Cruzeiro e intimidou o São Paulo. Rogério Ceni se assustou repetidas vezes com chutes de longe e a equipe da casa se aproximava do segundo gol.
Quando o técnico Milton Cruz finalmente mexeu, aos 19 minutos, não conseguiu alterar o jogo. As substituições apenas repuseram jogadores das mesmas posições, não deram mais posse de bola e não arrumaram o problema de marcação.
O Tricolor passou o tempo restante completamente sufocado. O Cruzeiro teve mais chances e mereceu ter feito outros gols antes do fim.