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Fifa promete combate ao racismo mesmo após dissolver força-tarefa

Agência Estado
26 set 2016 às 12:30

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Reprodução/Fifa

A secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, insistiu nesta segunda-feira que a luta contra o racismo é levada "muito a sério" apesar da dissolução da força-tarefa de que supervisionava as conduta e expressões discriminatórias no futebol.

A agência de notícias The Associated Press revelou no último domingo que a força-tarefa foi desmantelada depois que a Fifa disse a seus membros que a missão tinha sido concluída após três anos.

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"A força-tarefa teve um mandato muito específico que acreditamos foi integralmente cumprido", disse Samoura na convenção Soccerex. "Suas recomendações agora foram convertidas em um programa, e sólido".


Samoura foi nomeada em maio como a primeira mulher em um alto cargo no organismo gestor do futebol mundial, como parte de uma reestruturação sob o comando do presidente Gianni Infantino. A senegalesa, ex-funcionária da ONU, disse que sua "presença aqui é um forte testemunho de que para a Fifa, existe uma política de tolerância zero" contra a discriminação e de que é uma organização inclusiva.


Em resposta às críticas sobre o fim da força-tarefa, Samoura acrescentou que "podemos viver com apreciações, mas levamos muito a sério o nosso papel como o corpo governante do futebol mundial na luta contra a discriminação".


Antes de Samoura tomar a palavra na Soccerex, um político britânico criticou a decisão da Fifa de desmantelar a força-tarefa diante das preocupações crescentes sobre os racismo nos estádios da Rússia. No início deste mês, a Uefa ordenou que o clube russo Rostov feche um setor do estádio na partida da Liga dos Campeões da Europa contra o PSV Eindhoven na próxima quarta-feira como punição por condutas racistas de seus torcedores.


"Me preocupa, com a Copa do Mundo iminente na Rússia", disse Andy Burnham, ex-secretário do Esporte que trabalha como analista do Departamento do Interior britânico. "Nós não podemos ser complacentes e acreditar que ganhamos a luta contra o racismo no esporte".


A força-tarefa foi criada em 2013 por Joseph Blatter, então presidente da Fifa. Originalmente, era liderada por Jeffrey Webb, um dos vice-presidentes da entidade, que foi preso em 2015, como parte da investigação dos Estados Unidos sobre corrupção no futebol.

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Webb, que se declarou culpado, foi substituído há um ano como presidente da força-tarefa por Consant Omari, líder da federação congolesa e membro do Conselho da Fifa.


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