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Chefão da Fórmula 1 é formalmente indiciado por suborno

Agência Estado
17 jul 2013 às 13:35

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Reprodução

Bernie Ecclestone, chefe maior da Fórmula 1, foi formalmente indiciado pela promotoria de Munique, nesta quarta-feira, na Alemanha, depois de ter sido acusado de suborno por seu envolvimento no caso que tratou da venda dos direitos comerciais da categoria ao fundo de investimentos britânico CVC Capital Partners.

O dirigente inglês está sob investigação desde quando um banqueiro alemão foi condenado por ter recebido um pagamento ilegal de US$ 44 milhões. Ecclestone disse a um tribunal estadual de Munique que se sentiu pressionado a desembolsar a quantia porque estava preocupado com a possibilidade de Gerhard Gribkowsky, antigo diretor do banco público Bayern LB, denunciá-lo às autoridades fiscais britânicas.

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Por meio de um comunicado divulgado nesta quarta, o tribunal de Munique disse que a acusação de suborno creditada a Ecclestone foi realizada em 10 de maio, sendo que o dirigente confirmou que "seus advogados aceitaram a acusação". Ele terá de ler a acusação e se defender na Justiça até meados do próximo mês, mas garante ser inocente neste episódio. "Eles estão alegando que eu subornei uma pessoa", disse o dirigente, para depois insistir que não fez "nada ilegal".


Além de pressionar Ecclestone a lhe dar dinheiro, Gribkowsky usou fundos do Bayern LB para pagar uma comissão de US$ 41 milhões ao chefão da F1 e concordou com o pagamento de mais US$ 25 milhões para a Bambino Trust, um companhia com a qual o dirigente estava filiado, apontaram os promotores do caso.


Ecclestone, por sua vez, disse ao tribunal que ele merecia uma comissão pelo negócio firmado, alegando que "fez um trabalho muito, muito bom".


Gribkowsky, que admitiu as acusações contra ele, foi condenado a oito anos e meio de prisão, em 2012, depois de ter sido considerado culpado por corrupção, sonegação de impostos, desvio de dinheiro e fraude fiscal.

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Os advogados alemães de Ecclestone, Sven Thomas and Norbert Scharf, afirmaram nesta quarta-feira que logo apresentarão uma "abrangente resposta" ao tribunal e destacaram que as questões centrais da mesma estarão baseadas nas "diferentes ''confissões'' de Mr. Gribkowsky", acusado pelo dirigente da F1 de ter o chantageado.


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