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Cachorro e gato: veja o que pode e o que não pode em tempos de coronavírus

Áreas isoladas, eventos cancelados, escolas fechadas, trabalhadores em home office. A pandemia de coronavírus deixa dúvidas e a quarentena afeta o dia a dia também dos pets.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Se a recomendação é não sair de casa, e o isolamento social é regra para conter o vírus entre os humanos, como ficam as brincadeiras com os bichos, os lambeijos, as voltinhas?

Segundo o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), passeios curtos podem ser mantidos, desde que sejam curtos, longe de aglomerações em parques ou praças e estejam asseguradas as medidas de higiene.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que não há evidências de que cães, gatos ou outro animal de estimação possam transmitir a Covid-19 e que continua monitorando pesquisas. Ainda assim, a orientação é para que pessoas que contraíram a doença evitem contato direto com seus pets e façam quarentena de convivência com eles.

Isso porque o tutor ou outro infectado, ao espirrar ou tossir, pode espalhar partículas com vírus sobre os pelos. Se alguém brincar com o animal e levar as mãos ao rosto em seguida fica exposto ao Sars-Cov-2. Assim, de acordo com o CFMV, não há garantia de que não haverá transmissão se alguém tocar na pelagem contaminada.

Enquanto não houver medidas restritivas mais drásticas e os passeios ao ar livre estiverem garantidos, é importante limpar as patinhas e os pelos do cachorro logo após a voltinha ou pet park para evitar que o vírus tenha uma porta de entrada por essas áreas, afirma a veterinária Adriana Souza dos Santos, clínica geral da AmahVet, em São Paulo.

Tyson, 4, e Ronda, 2, ambos da raça buldogue francês, já perceberam que algo está mudando no dia a dia. A tutora, Walena Guergik, afirma que mantém os passeios diários, mas reduzidos, e incorporou o álcool em gel às saídas, para sua proteção. "O tempo [do passeio] diminuiu bastante. Só uma voltinha mesmo na região e nada de contato com outras pessoas. Além do cata-caca, agora o álcool em gel está sempre presente. E, chegando em casa, a limpeza das patas é imediata", afirma.

A veterinária recomenda, porém, que as pessoas sigam as orientações das autoridades e evitem sair de casa neste período em que os números de casos de coronavírus estão ascendentes no país.

Resultado do isolamento provocado pela Covid-19, cães e gatos ganharam a família por mais tempo dentro de casa. Se é impossível ficar sem dar e receber carinho dos pets, melhor aumentar o rigor na higiene.

"O que temos nos regrado é fazer higiene das mãos com muito mais frequência. É importante manter uma rotina saudável também para os animais que estão com a rotina alterada na quarentena e oferecer enriquecimento ambiental com chifres, cascos e recheáveis. É hora de estreitar laços e aproveitar pra ensinar novos truques ao seu melhor amigo", diz a tutora, que tem em casa também o gatinho Zen.
Lívia Marra - Folhapress
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